A Faculdade de Tecnologia de Botucatu acabou de comemorar (de 23 a 27 de outubro) 15 anos de história com uma programação riquíssima e que envolveu alunos, egressos, professores, funcionários e até mesmo a comunidade. Em uma década e meia de atividades, já foram formados 2.000 tecnólogos que estão espalhados pelo Brasil e em diversas partes do mundo.
A Jornada Científica e Tecnológica (Jornacitec), por exemplo, que chegou à sua sexta edição, contabilizou números recordes: 385 projetos inscritos; 326 aprovados e 290 apresentados. Além da participação de representantes de 44 instituições. Nela, os estudantes puderam apresentar trabalhos acadêmicos e científicos em seis áreas temáticas [Agronegócio, Ciência da Computação, Produção Industrial, Saúde, Logística e Gestão Empresarial]. O evento ainda contou com uma programação cultural e torneio de games
Já o Fatec de Portas Abertas recebeu novamente mais de 1 mil visitantes. A maioria (868), alunos do Ensino Médio de escolas públicas de Botucatu e região. “É uma excelente oportunidade para ver o que os alunos estão fazendo na prática. Mesmo para eu, que pretendo seguir pedagogia, soma muito aprender sobre outras áreas do mercado, incluindo a tecnologia”, diz Isabela Regina Graciano Amadeu (18), estudante de São Manuel.
A Fatec ainda pôde receber ex-alunos, que relembraram suas brilhantes trajetórias dentro da instituição e falar de que forma estão atuando hoje no mercado. Sem falar no jantar festivo, promovido no Centro Brasil-Itália, que coroou a semana de celebrações do “jubileu de cristal” da instituição.
A “Gincana Solidária”, outra atividade que compôs as comemorações de 15 anos da Fatec, será estendida até o próximo dia 14 de novembro. A meta é superar as 4 toneladas de alimentos arrecadadas em 2016. Neste ano, a ação irá reverter os mantimentos a três organizações sociais do Município: Asilo Padre Euclídes, Projeto Rural Irmã Ceci e Projeto Bem-te-vi.
Transformando vidas
Rômulo Leonardo da Silva (29) se formou em Agronegócio e hoje atual em Três Lagoas (MS) no desenvolvimento de projetos e máquina da Fibria, multinacional líder na fabricação de celulose de eucalipto. Ele relembra com orgulho toda formação profissional, obtida na Fatec Botucatu, e na qual possibilitou ter superado mais de 200 engenheiros no processo de seleção organizado pela empresa onde atua.
“Claro que na hora bateu aquela insegurança, ainda mais por estar disputando uma vaga ao lado de profissionais formados em grandes instituições. Mas eu estava focado e confiante. A empresa viu que o meu perfil versátil de tecnólogo talvez fosse o mais adequado naquele momento para resolver o problema. Por isso a mensagem que eu deixo é: faça sempre o melhor. Sempre alguém estará observando”, afirma.
Vitor dos Santos (32) fez parte da segunda turma do então curso de Informática [hoje Análise e Desenvolvimento de Sistemas]. Com muito bom humor ele ainda guarda na memória cada momento vivido dentro da faculdade e que contribuiu para que hoje ocupasse um cargo de analista dentro do Sebrae-SP, ajudando pequenos e médios empreendedores a colocarem em prática seus modelos de negócio.
“Sessenta por cento da grade do curso é gestão. Então a gente é preparado para resolver problemas e a ter uma visão mais holística sobre o mundo ao redor. Quando eu entrei na Fatec eu era apenas um moleque. Aqui eu aprendi a me portar, a me comunicar melhor com as pessoas. Hoje eu me considero ainda um adolescente. Só que mais maduro. Por isso tenho imensa gratidão de ter feito parte desta instituição”, comenta Vitor, que também encontra tempo para conduzir uma empresa, ser chefe escoteiro e de dedicar à esposa e ao filho de 8 anos.
Para o atual diretor, Prof. Celso Fernandes Joaquim Júnior, a Fatec completa 15 anos com a certeza que está a cada dia mais consolidada como referência em ensino superior na região de Botucatu. Como também o folego renovado para acompanhar a transformação na maneira de formar pessoas e profissionais que possam fazer a diferença na sociedade.
“A forma de ensinar mudou bastante nos últimos anos. Hoje o aluno não quer receber conteúdo de forma passiva, apenas com o giz na lousa. Queremos que nosso aluno coloque a ‘mão na massa’, construa seus próprios projetos e esteja habilitado a desenvolver todo seu potencial. Para isso precisamos oxigenar a maneira de se fazer ensino. E este desafio a Fatec está disposta a enfrentar”, enfatiza.
Segundo o vice-diretor da Fatec, Prof. Roberto Colenci, a história da unidade é bastante exitosa e fruto da contribuição de uma série de atores. Para ele, apesar de ter sido uma das primeiras Fatec’s do Estado – a décima unidade de um total de 69 implantadas no Estado, a instituição passa por um momento de transformação e ainda tem muito a contribuir com o desenvolvimento de Botucatu e região.

(da assessoria)