A Prefeitura de Botucatu, o Hospital das Clínicas de Botucatu e a Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) promoveram na manhã desta quarta-feira, 22, uma entrevista coletiva para prestação de contas da área da saúde municipal e a assinatura da carta de intenção de melhorias no atendimento dos Prontos-Socorros Adulto (PSA) e Pediátrico (PSP) da Cidade.
Uma das decisões foi encerrar o atendimento que era feito no Centro de Saúde Escola, da Vila dos Lavradores, no dia 30 de novembro.
Como medida alternativa, a Prefeitura, o HCFMB e a FMB/Unesp colocarão mais um pediatra no horário de pico de atendimento do Pronto-Socorro Pediátrico, para amenizar o tempo de espera no horário crítico, das 17 às 23h.
“Estamos empenhados em atender a população da melhor forma possível e por isso, estamos aqui para anunciar algumas propostas de mudanças. Nossa demanda assistencial é cada vez maior e nosso objetivo comum é melhorar cada vez mais a qualidade no atendimento à população”, disse Andre Balbi.
O Secretário de Saúde, Dr. André Spadaro, iniciou sua fala apresentando os resultados do modelo implantado no mês de junho, com a UBS da Vila São Benedito (Cecap) e do Centro de Saúde Escola (CSE) da Vila dos Lavradores, funcionando também em período noturno, como medida auxiliar no intuito de diminuir o tempo de espera das consultas no PSA e no PSP. Em relação à UBS da Cecap, o modelo continua.
“Tivemos uma adesão imediata, devido à experiência prévia da unidade com pacientes reorientados pelo PSA. Atingimos cerca de 65% do teto de atendimento esperado, e esperamos aumentá-lo”, explicou Spadaro.
Devido a uma menor adesão ao modelo de atendimento no Centro de Saúde Escola, para onde os pacientes do Pronto-Socorro Pediátrico eram redirecionados, Dr. André Spadaro informou que, analisando a média de encaminhamentos, a relação custo-efetividade da medida foi baixa. “Chegamos a uma conclusão e decidimos em conjunto encerrar as atividades noturnas do CES”, anunciou.
GESTÃO
Além disso, outras intenções de melhorias foram anunciadas: o Departamento de Pediatria da FMB/Unesp fica oficialmente à frente da gestão e operação exclusiva do PSP, monitorando em conjunto com a Prefeitura e o HC o tempo mensal de espera e percentual de atendimentos acima do prazo previsto pelo protocolo.
Além disso, os projetos de reforma e ampliação do PSP, incluindo uma enfermaria de apoio secundário ao atendimento, e um estudo de ampliação de leitos de apoio no Pronto Socorro Referenciado (PSR) do HCFMB, visando reduzir o tempo de espera de transferência do PSA para o HC foram apresentados.

RECLAMAÇÕES E SUGESTÕES

Um plantão de atendimento foi criado pelo HC para centralizar eventuais críticas, sugestões e reclamações sobre os atendimentos nos prontos-socorros externos, pelo e-mail [email protected], onde as demandas serão analisadas, atendidas e respondidas em até 24h.
O prefeito Mário Pardini, juntamente com o Secretário de Saúde e com o superintendente do HC, finalizou a coletiva assinando a carta de intenção de melhorias. “Nosso intuito é ampliar a assistência de forma efetiva nesse momento de crise. Temos prestado um serviço de excelência, mas sempre há espaço para melhorias e estamos dispostos a melhorar cada vez mais nossa gestão na área da saúde”, afirmou Pardini.
Participaram da coletiva que anunciou as mudanças o Prefeito de Botucatu Mário Pardini; o superintendente do HCFMB, Dr. André Balbi; o chefe de gabinete do HCFMB, Dr. José Carlos Souza Trindade Filho; o Secretário Municipal de Saúde, Dr. André Spadaro; a coordenadora de enfermagem do PSA, Priscylla Prado e a coordenadora administrativa do PSA e PSP Keyth Regina Vital, além de outras autoridades do HC, da FMB e do Município.
NÚMEROS DO PS
As coordenadoras Priscylla Prado e Keith Regina Vital iniciaram a coletiva apresentado dados gerais de atendimento dos prontos-socorros adulto e pediátrico da cidade, como o funcionamento da triagem da classificação de risco, o tempo de atendimento de cada cor classificada e números de atendimento mensal.
Ao todo, cerca de 78% dos atendimentos do PSA e do PSP são classificados como azul ou verde, ou seja, não urgentes ou pouco urgentes, um dos fatores que colaboram para a demora no atendimento dos pacientes que procuram as unidades.

(com assessorias)