Todos os dias, milhões de brasileiros de todas as idades sofrem com os efeitos de dores crônicas. Para se ter uma ideia, o problema faz parte do cotidiano de 36,9% dos brasileiros com mais de 50 anos, conforme dados preliminares da última edição do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos, publicado pelo Ministério da Saúde.
A dor crônica é definida como aquela que persiste por mais de três meses, mesmo com tratamentos sendo realizados para tentar controlar a condição. Dentre os portadores do problema, 30% usam opioides para aliviar os sintomas.
“A dor crônica pode se manifestar de diversas maneiras e apresentar uma gama de características, como intensidade, duração e localização, variando de acordo com as condições subjacentes”, explica a médica Dra. Cristina Clebis, médica anestesiologista, especialista em intervenção da dor. “O problema é, muitas vezes, acompanhado de alterações psicológicas, como ansiedade e depressão, complicando ainda mais seu manejo”, afirma.
Segundo a médica, as causas mais comuns incluem: artrose, fibromialgia, dores nas costas e pescoço, síndrome de dor miofascial, dor muscular, dores de cabeça, bruxismo e tendinites e bursites, além de dores pélvicas.
Procurar um especialista em dor logo no início dos sintomas pode prevenir a progressão da dor e a cronificação da condição. “Estudos demonstram que intervenções precoces podem melhorar significativamente os resultados a longo prazo. Trata-se de uma abordagem proativa para evitar que a dor se torne uma condição debilitante”, explica a Dra. Cristina Clebis.
Uma das queixas mais frequentes, segundo ela, é a Síndrome Dolorosa Miofascial ou Dor Miofascial: uma dor muscular por uma contratura muscular mantida e de maneira sustentada, que acaba gerando nódulos dolorosos.
“Esses nódulos, quando comprimidos, podem gerar dor no local, o que pode ser confundido com outras doenças como a crise de dor no nervo ciático, por exemplo. Também é possível perceber a musculatura da região afetada tensionada, quente e até mesmo inchada”, diz.
A Dra. Cristina Clebis conta que a dor miofascial pode surgir após grandes traumas, como uma cirurgia ou um acidente, mas as causas mais frequentes são os microtraumas diários causados por uso excessivo da musculatura, como excesso de horas frente ao computador, associado ao sedentarismo.
Inativação de pontos gatilho e intervenções farmacológicas
A inativação de pontos gatilho, que são os nódulos musculares, pode ser uma técnica eficaz para o manejo da dor crônica, como destaca a especialista. “Procedimentos como a infiltração de anestésicos locais têm se mostrado benéficos no alívio da dor. Essas intervenções também auxiliam na reabilitação funcional dos pacientes”, explica.
Além da dor miofascial a medicina da dor cuida de outras dores, tão graves quanto a dor miofascial, como as dores na coluna, dores articulares, dores após cirurgias, dores de cabeça e as temidas neuralgias do nervo trigêmeo e a neuralgia pós herpes zoster.
Atualmente, existem diversas opções de tratamento que combinam abordagens farmacológicas e não farmacológicas:
- Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e anticonvulsivantes;
- Infiltrações e bloqueios com ou sem medicamentos;
- Eletrodo de estimulação medular: tratamento da dor através de corrente elétrica;
- Terapias físicas como laser de alta potência, sistema super indutível e terapia de ondas de choque;
- Intervenções psicológicas, como terapia cognitivo-comportamental.
Segundo a Dra. Cristina Clebis, a maior parte desses tratamentos podem ser realizados na própria clínica com anestesia local de maneira rápida, segura e confortável para o paciente, algumas já com resultados imediatos de controle da dor.
“E temos agora a nova fronteira no tratamento de dores crônicas com a realização de infiltrações usando células do próprio corpo do paciente para regenerar e recuperar os tecidos e, com isso, tratar a melhorar a dor crônica de que sofre com artrose de articulações, artrose de coluna, tendinites, bursites, neuropatia periférica e lesões musculares e ligamentares”, afirma a médica.
Tratamento da dor deve combinar técnicas e medicações
“Quando somamos esforços no tratamento da dor com o emprego de diferentes técnicas e medicações os resultados são superiores quando comparados ao uso de apenas um tipo de tratamento, como apenas medicamentos”, articula a Dra. Cristina Clebis.
O modelo biopsicossocial, aceito e recomendado por sociedades internacionais, orienta que a prevenção e o manejo da dor crônica devem abordar simultaneamente fatores biológicos, psicológicos e sociais.
“Toda a ajuda está disponível. Por isso, os pacientes não devem hesitar em procurar um especialista. Nem todo médico da dor é igual. É preciso investigar se o profissional tem a qualificação e registros necessários como especialista em dor, qual a formação dele e se ele é capaz de dominar todas essas técnicas hoje disponíveis para quem está sofrendo com dor crônica”, frisa a médica.
Sobre a Dra. Cristina Clebis
A Dra. Cristina Clebis (CRM 23711 | RQE 19250 | RQE 1807) é médica formada em anestesiologia, especialista em dor e detentora do título de Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira. Aprofundou-se em bloqueios guiados por ultrassom e em intervenção em dor e é Fellow of Interventional Pain Practice (FIPP), sendo a médica número 1.158 do mundo a receber essa certificação internacional. A especialista ainda possui formação em técnicas intervencionistas avançadas na Europa e nos Estados Unidos.
Para mais informações, basta acessar: https://dracristinaclebis.com.br/













