Lend anuncia João Kepler e projeta R$ 100 mi até 2027
Lend anuncia João Kepler e projeta R$ 100 mi até 2027

O acesso ao crédito ainda é um dos principais desafios para pequenas e médias empresas no Brasil. Mesmo representando a maior parte do tecido empresarial do país, muitos desses negócios enfrentam dificuldades para encontrar linhas de financiamento com prazos, taxas e previsibilidade adequados para sustentar o crescimento. Nesse contexto, novas soluções de crédito estruturado e modelos digitais vêm ganhando espaço como alternativa ao sistema financeiro tradicional.

A Lend Capital, fintech especializada em crédito para pequenas e médias empresas, anunciou a entrada de um novo sócio com o objetivo de acelerar o plano estratégico de destinar R$ 100 milhões em crédito para PMEs até 2027.

A operação passa a contar com a liderança de João Kepler, por meio da Equity Group, além da participação de sócios como Nilio Portella, Túlio Mene, Gabriel Lopes e Guilherme Danelli, que reforçam a estratégia da companhia de ampliar o acesso ao crédito estruturado com garantias. O modelo combina tecnologia, análise criteriosa de risco e estruturação personalizada, atendendo empresas que enfrentam limitações no sistema financeiro tradicional.

Nos últimos anos, as pequenas e médias empresas têm concentrado parte relevante da geração de empregos no Brasil, mas ainda encontram obstáculos para acessar linhas de crédito com previsibilidade, taxas adequadas e prazos compatíveis com sua realidade, conforme dados divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Nesse cenário, modelos digitais de crédito estruturado vêm ganhando espaço ao oferecer maior agilidade e alternativas de financiamento para negócios em expansão.

Além disso, o avanço do peer-to-peer lending (P2P), modelo em que investidores financiam diretamente empresas por meio de plataformas digitais tem se consolidado como alternativa complementar no mercado brasileiro, conforme informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na prática, o P2P cria uma ponte direta entre empresas e investidores, ampliando o acesso a capital para quem precisa crescer e oferecendo ao investidor a possibilidade de participar de operações estruturadas, com maior transparência e controle de risco.

“A Lend Capital traz um novo entendimento sobre crédito: olhar os dois lados da moeda. Ao mesmo tempo em que buscamos oferecer rentabilidade atrativa e transparência ao investidor, nos preocupamos para que as empresas tomadoras tenham acesso a crédito efetivo, com taxas justas e prazos adequados, construídos de forma individual para cada empreendedor”, afirma Renan Cardoso, cofundador da fintech.

Para João Kepler, iniciativas voltadas a empresas em expansão ganham relevância não apenas pelo retorno financeiro, mas também pelo impacto econômico e social.

“Investir em empresas que buscam crescimento saudável, geração de empregos e avanço na nova economia é mais do que rentabilidade: é ter propósito”, destaca.

Com o plano até 2027, a Lend Capital pretende ampliar sua presença no mercado de crédito para PMEs e expandir o volume de operações, mantendo como diretriz a atuação com garantias e estruturação criteriosa. Entre as estratégias para atingir a meta estão a estruturação de um FIDC próprio e o fortalecimento de parcerias estratégicas para acelerar o acesso ao crédito, unindo tecnologia e capital na jornada do empreendedor.

A empresa também afirma que vem investindo na evolução do seu sistema proprietário de análise, com automação e uso de inteligência artificial para aumentar a assertividade na avaliação de risco e reduzir o tempo de aprovação.

“A Lend atua com operações lastreadas e com garantias, buscando equilibrar crescimento e controle de risco. Nosso objetivo é ampliar a eficiência do processo de concessão sem comprometer a preservação de capital, tanto na originação quanto na estruturação das operações”, afirma Thayron Carlessi, cofundador da Lend Capital.

No Brasil, as PMEs representam mais de 90% dos CNPJs ativos, segundo levantamento do Sebrae. Estudos também apontam dificuldades recorrentes no acesso a capital de giro em condições viáveis. Estudos indicam ainda que a falta de investimento e de fôlego financeiro está entre os principais motivos de encerramento de empresas nos primeiros anos de operação, impactando diretamente a geração de empregos e o crescimento econômico.

Para Luan Azevedo, também sócio da Lend Capital, a missão da empresa passa por ampliar a conscientização sobre o uso estratégico do crédito.

“O crédito é o coração de toda empresa, mas precisa ser bem planejado e calculado com todos os cenários do setor para sustentar um projeto saudável”, afirma.