No Dia Internacional da Mulher (8 de março), os elaboradores de políticas do Brasil são alertados que a falta de regulamentação dos saquinhos de nicotina oral está negando às mulheres o acesso a uma inovação que tem ajudado a impulsionar um dos declínios mais acentuados do mundo em tabagismo feminino.
O alerta acompanha a divulgação de um novo relatório, Empowerment in a Pouch (Empoderamento em um saquinho), que documenta como o acesso aos saquinhos de nicotina sem tabaco tem acelerado o progresso da Suécia em se tornar livre do tabagismo, particularmente entre as mulheres.
“A experiência da Suécia mostra o que acontece quando os fumantes, especialmente as mulheres, recebem alternativas realistas ao cigarro”, afirmou a professora Marewa Glover, cientista comportamental e coautora do relatório. “Quando há opções mais seguras, as taxas de tabagismo caem rapidamente. Quando as opções alternativas são banidas ou não regulamentadas, os cigarros seguem dominando”.
No Brasil, os cigarros eletrônicos e os produtos de tabaco aquecidos são proibidos, ao passo que os saquinhos de nicotina permanecem em um limbo jurídico. Em maio de 2025, o Ministério da Saúde do país reportou que a prevalência do tabagismo está aumentando pela primeira vez desde 2007, sendo agora mais do que o dobro que a taxa de prevalência sueca.
O relatório mostra que, desde que os saquinhos de nicotina se tornaram disponíveis na Suécia em 2016:
- As taxas de tabagismo feminino diminuíram em quase 50% e são agora as mais baixas globalmente.
- As taxas de cessação do tabagismo entre mulheres quase que triplicaram, colocando a Suécia no caminho de se tornar o primeiro país do mundo sem fumantes (definido como tabagismo diário entre adultos inferior a 5%).
- O tabagismo feminino está diminuindo seis vezes mais rápido na Suécia do que em outras partes da Europa, segundo dados da OMS.
Os saquinhos de nicotina não contêm tabaco e não envolvem combustão. Usados oralmente, eles fornecem nicotina farmacêutica sem fumaça, vapor ou odor. Dados de pesquisas e grupos focais mostram que as mulheres valorizam sua discrição, comodidade e compatibilidade com a vida profissional e familiar.
“À medida que o Brasil reavalia sua estratégia de controle do tabaco, a evidência aponta para uma oportunidade clara”, afirmou o Dr. Delon Human, coautor do relatório e ex-secretário geral da Associação Mundial de Medicina. “Reconhecer e regulamentar os produtos de nicotina que não geram fumaça de acordo com seu risco pode ajudar a reverter o aumento no tabagismo. Deixar os saquinhos de nicotina em um limbo jurídico gera o risco de prolongar a dependência ao cigarro”.
As participantes avaliaram os saquinhos de nicotina como os mais eficazes para ajudar a parar de fumar, sendo melhores que os cigarros eletrônicos e as terapias tradicionais de substituição de nicotina.
Outros achados mostram que:
- As mulheres classificaram os saquinhos quase três vezes melhores do que os cigarros eletrônicos e 56% melhor do que a goma de nicotina.
- 60% das usuárias citaram a variedade de sabores como razão principal para escolher os saquinhos.
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Fonte: BUSINESS WIRE










