Voltado a trabalhadores celetistas, incluindo empregados MEIs, domésticos e rurais, o Crédito do Trabalhador, lançado em 21 de março do ano passado, completa um ano superando a marca de R$ 117 bilhões em empréstimos consignados, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Desde o início da iniciativa, mais de 20 milhões de contratos foram firmados, beneficiando cerca de 9,4 milhões de brasileiros de carteira assinada.

Consolidado como ferramenta para a inclusão financeira, o programa, de acordo com o MTE, vem crescendo de maneira contínua e consistente. Informações divulgadas no começo do ano indicavam que, em agosto de 2025, o volume total de crédito concedido desde o lançamento era de R$ 31,8 bilhões. Um mês depois, em setembro, o montante atingiu a casa dos R$ 61 bilhões.

Representante das fintechs de crédito, a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) participou ativamente da formulação do Crédito do Trabalhador, por meio de interlocução com a Secretaria de Proteção ao Trabalhador (SPT), do MTE, entre outros órgãos, e segue atuando ativamente para o avanço do programa. "Fizemos um trabalho consistente a fim de alertar a respeito das especificidades dos modelos de negócios das empresas de crédito digital, além de enfatizar a importância de garantir isonomia competitiva no mercado de consignado privado", afirma Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD. Neste momento, destaca a executiva, o diálogo tem como foco o módulo de garantias.

A associação, que faz parte do grupo de implementação do programa, segue se reunindo com a DATAPREV, responsável pelo desenvolvimento, gestão e processamento de dados da iniciativa. "Para este ano estão previstas uma série de ações com potencial de impulsionar ainda mais o Crédito do Trabalhador, entre elas a gestão de margens, gestão de autorização ao SCR e migração automatizada do contrato para o novo vínculo empregatício do trabalhador", completa Claudia.

Segundo a expectativa do governo federal, em até quatro anos o país, que conta com mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, pode beneficiar cerca de 25 milhões de pessoas com o consignado privado.