Os consórcio de carros e de motos seguem ampliando sua participação no mercado automotivo brasileiro. A modalidade tem sido adotada por consumidores que buscam planejamento financeiro, previsibilidade de custos e acesso programado ao bem, em um cenário marcado por maior cautela na contratação de crédito tradicional.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que os consórcios de veículos leves reúnem mais de cinco milhões de participantes ativos, com crescimento contínuo nas vendas de cotas ao longo de 2025. No segmento de motocicletas, o sistema soma mais de três milhões de consorciados ativos e apresenta participação relevante nas aquisições realizadas no mercado interno. Em ambos os segmentos, as contemplações correspondem, potencialmente, a cerca de um terço das vendas internas de veículos no Brasil.
"O consórcio vem sendo cada vez mais utilizado como ferramenta de planejamento financeiro para quem deseja comprar ou trocar um carro, ou uma moto, especialmente em um cenário de crédito mais restritivo", afirma Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios. Segundo o executivo, a previsibilidade das parcelas e a ausência de juros são fatores decisivos para a expansão da modalidade.
A consolidação do consórcio ocorre em um ambiente de juros elevados e maior seletividade na concessão de financiamento. Nesse contexto, o modelo se diferencia por permitir ao consumidor organizar a compra de forma planejada, com prazos mais longos e sem incidência de juros, características que têm ampliado a adesão tanto no consórcio de carros quanto no consórcio de motos.
"O consórcio não é uma decisão de impulso. Ele exige organização e planejamento, e isso tem se alinhado ao comportamento atual do consumidor brasileiro", explica Lucindo. Para ele, a modalidade responde diretamente à busca por maior controle financeiro e previsibilidade no orçamento familiar, especialmente em aquisições de maior valor.
A tendência é de continuidade na expansão da modalidade, acompanhando o movimento de consumidores que priorizam previsibilidade, organização financeira e decisões de compra mais alinhadas à realidade econômica do país.
"O consórcio permite que o consumidor tenha poder de compra à vista no momento da contemplação, sem a pressão dos juros, o que faz diferença no planejamento financeiro", finaliza Marcelo Lucindo. De acordo com ele, essa característica tem contribuído para a maior aceitação do sistema entre diferentes perfis de consumidores.












