De acordo com dados levantados na MIA, plataforma de inteligência do IEG, 85% dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) já incorporaram a apresentação sistemática de indicadores diretamente ao Board ou à alta liderança.
Entre os indicadores mais comumente apresentados à alta gestão, se destacam os relacionados à eficiência operacional (81%) e aos resultados financeiros (79%).
Segundo Lara Pessanha, sócia do IEG e responsável pela área de Inteligência de Mercado da empresa, o Board utiliza indicadores de risco operacional e compliance como ferramentas estratégicas para mapear vulnerabilidades e oportunidades antes de qualquer movimentação estrutural.
De acordo com a executiva, métricas como taxa de erros, retrabalho, dependência de pessoas-chave e incidentes de processo permitem avaliar quais operações estão suficientemente maduras para escalar ou se devem ser terceirizadas.
"Os indicadores de compliance medem o grau de aderência às políticas internas e às exigências regulatórias. Decisões de expansão ou terceirização tomadas sem esse mapeamento prévio tendem a gerar custos ocultos e riscos reputacionais", afirma.
Indicadores de risco ganham protagonismo em cenários de instabilidade
Lara ressalta ainda que, em contextos de instabilidade, o Board passa a priorizar indicadores relacionados à capacidade de resposta e à continuidade operacional. Entre eles estão o tempo de recuperação de processos críticos, o nível de automação, a concentração de atividades em poucos fornecedores ou colaboradores e a taxa de cumprimento de SLAs sob pressão.
"Esses KPIs permitem antecipar gargalos e estruturar planos de contingência. CSCs que contam com dashboards de risco bem organizados conseguem apresentar cenários ao Board com mais agilidade", destaca.
Do reporte descritivo à análise preditiva
Atualmente, conforme observa a executiva, os Boards mais avançados deixaram de consumir dados de forma apenas reativa e passaram a utilizar os indicadores do CSC como insumo para análises preditivas.
"Os dados da MIA mostram que 85% dos CSCs já reportam indicadores diretamente ao Board, o que cria a base para esse tipo de abordagem. O diferencial está em ir além do reporte descritivo: CSCs que entregam análises acompanhadas de recomendações e simulações de cenários passam a ser reconhecidos como fontes de inteligência para decisões de investimento, reestruturação e definição de prioridades estratégicas", explica.
Historicamente, os CSCs foram concebidos com foco na consolidação de processos transacionais e na redução de custos, uma função que permanece relevante, mas que já não é suficiente, segundo Lara.
"Além dos indicadores de eficiência operacional (81%) e financeiros (79%), os CSCs passaram a reportar métricas de satisfação do cliente interno (58%) e de transformação digital (48%), o que evidencia uma mudança clara de posicionamento", avalia.
Governança e indicadores impactam percepção do mercado
A maturidade dos indicadores e das estruturas de governança dos CSCs também influencia a avaliação de investidores e o posicionamento da organização no mercado.
De acordo com a executiva, analistas e investidores consideram não apenas os resultados financeiros, mas também a capacidade de gestão e a previsibilidade da operação.
"Um CSC com governança bem estruturada, indicadores padronizados, reports consistentes e processos auditáveis transmite maturidade organizacional e menor risco operacional", conclui a sócia do IEG.
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