A realização da Copa do Mundo de 2026 e das Olimpíadas de 2028 nos Estados Unidos coloca novamente em evidência o impacto econômico de grandes eventos esportivos internacionais. Mais do que o espetáculo esportivo, essas competições funcionam como catalisadores de ciclos de crescimento, estimulando investimentos em infraestrutura, modernização urbana, expansão da rede hoteleira e valorização imobiliária nas cidades envolvidas.
Uma análise da FIFA estima que a Copa do Mundo de 2026 deve gerar US$ 30,5 bilhões em produção econômica e criar cerca de 185 mil empregos nos Estados Unidos. O estudo aponta ainda que os gastos relacionados ao evento podem ter efeito multiplicador ao longo das cadeias de valor da economia, com destaque para o setor de alojamento e alimentação (US$ 2,4 bilhões), seguido por imóveis (US$ 1,95 bilhão) e comércio atacadista e varejista (US$ 1,5 bilhão).
Para André Trevelin, diretor de Operações Internacionais da Villa Boa Inc., empresa especializada em estruturação de fundos de investimentos e desenvolvimento de projetos imobiliários de grande porte, esse momento representa uma janela estratégica para investidores atentos ao impacto antecipado de grandes eventos.
"A Copa de 2026 será a maior da história, com expansão de seleções, cidades-sede e volume de público. Já as Olimpíadas de 2028 consolidam um ciclo de modernização urbana e visibilidade internacional para os EUA. Historicamente, eventos dessa magnitude impulsionam investimentos em infraestrutura, expansão hoteleira, crescimento do short-term rental, requalificação urbana e aumento do fluxo turístico internacional", avalia.
Um relatório produzido pela Associação de Governos do Sul da Califórnia, divulgado pela NBC Los Angeles, projeta que os cinco condados da região podem ter um impacto econômico de US$ 13 bilhões a US$ 17 bilhões durante as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Segundo André Trevelin, os números apontam que o impacto imobiliário deve ocorrer de forma gradual, especialmente nas regiões que recebem investimentos em mobilidade e novos distritos comerciais. "A reorganização urbana e a chegada de novos projetos costumam gerar uma valorização progressiva dos imóveis, principalmente em áreas estratégicas próximas às intervenções urbanas", explica.
Durante o ciclo de preparação, que começa anos antes das competições, setores como infraestrutura, turismo e hotelaria passam por forte expansão. Governos e empresas investem na modernização de aeroportos, melhorias em mobilidade urbana e ampliação da rede hoteleira. "Ao mesmo tempo, cresce o mercado de locações de curta duração e aumenta a capacidade das cidades para receber grandes volumes de visitantes", afirma André Trevelin.
Na avaliação do diretor de Operações Internacionais da Villa Boa Inc., grandes eventos esportivos são observados como movimentos estratégicos porque sinalizam um ciclo econômico de aceleração. "Eles atraem capital internacional, aumentam a liquidez do mercado e fortalecem setores ligados a ativos dolarizados e infraestrutura, criando um ambiente favorável para posicionamento antecipado de investidores", destaca.
André Trevelin acrescenta que, para investidores que acompanham tendências globais, observar esses movimentos ajuda a identificar oportunidades antes do pico de visibilidade dos eventos. "Historicamente, os maiores ganhos acontecem no período anterior às competições, quando os investimentos em infraestrutura e desenvolvimento urbano ainda estão em expansão e o mercado começa a precificar essas transformações", reforça.
Nesse contexto, o especialista ressalta que a preparação das cidades-sede da Copa e das Olimpíadas abre oportunidades em setores ligados ao turismo, hospitalidade, infraestrutura e mercado imobiliário. "A demanda por novos empreendimentos e serviços cresce, impulsionada pelo aumento do fluxo internacional de visitantes e pela necessidade de modernização urbana", conclui.
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