O avanço da medicina estética tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para tratamentos não invasivos. Segundo dados da consultoria Grand View Research, o mercado de medicina estética deverá atingir US$ 239,98 bilhões até 2033, com taxa média de crescimento anual de 11,73% de 2025 a 2033. Esse cenário reforça a demanda por equipamentos que ampliem as possibilidades terapêuticas em clínicas e consultórios especializados.
Nesse contexto, tecnologias como ultrassom terapêutico têm ganhado espaço por sua capacidade de estimular processos fisiológicos da pele e dos tecidos. Equipamentos que operam em frequências mais elevadas permitem atuar em camadas mais superficiais, favorecendo aplicações voltadas ao rejuvenescimento, recuperação tecidual e melhora da qualidade e textura da pele.
Tecnologia de ultrassom terapêutico facial será apresentada na Estética In SP
Uma nova tecnologia baseada em ultrassom terapêutico de 5 MHz e 10 MHz será apresentada pela IBRAMED durante a Estética In São Paulo 2026, evento que ocorre entre os dias 11 e 13 de abril, reunindo profissionais da estética, saúde e reabilitação de diferentes regiões do país.
O equipamento, denominado iLift, foi desenvolvido para tratamentos faciais e combina diferentes recursos terapêuticos em um único equipamento. Além da emissão de ultrassom, o dispositivo permite a associação com correntes eletroterapêuticas, possibilitando protocolos combinados de tratamento.
A Dra. Patrícia Brassolatti, fisioterapeuta dermatofuncional, doutora em Biotecnologia e coordenadora do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da IBRAMED, explica sobre o equipamento: "O iLift utiliza frequências de 5,5 MHz e 10,10 MHz, projetadas para atuar em diferentes profundidades da derme, com transdutores específicos para áreas faciais amplas e regiões menores que exigem maior precisão de aplicação".
Associação entre ultrassom e correntes terapêuticas amplia protocolos
Uma das particularidades da tecnologia está na possibilidade de terapia combinada, na qual o ultrassom pode ser utilizado simultaneamente a correntes terapêuticas como Aussie, Russa, TENS, FES, microcorrente e corrente polarizada.
Essa combinação permite adaptar protocolos clínicos de acordo com diferentes objetivos terapêuticos, como bioestimulação tecidual, analgesia, fortalecimento muscular facial e recuperação funcional.
Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Patricia Brassolatti, tecnologias que associam diferentes modalidades terapêuticas tendem a ampliar as possibilidades clínicas dos profissionais.
"A combinação entre ultrassom terapêutico e correntes eletroterapêuticas permite atuar em diferentes mecanismos fisiológicos ao mesmo tempo, o que pode contribuir para protocolos mais completos em tratamentos faciais e na recuperação tecidual", afirma.
Aplicações clínicas em estética e reabilitação
Equipamentos de ultrassom terapêutico facial são utilizados em diferentes abordagens clínicas. Entre as aplicações descritas na literatura e em protocolos clínicos estão o estímulo à produção de colágeno, melhora da oxigenação tecidual, auxílio em processos de recuperação cutânea e suporte a tratamentos pós-procedimentos estéticos.
A tecnologia também pode ser empregada em protocolos de reabilitação, contribuindo para a organização da matriz de colágeno, aumento da vascularização local e recuperação funcional de tecidos musculares e tendinosos.
Evento reúne inovações do setor estético
A apresentação da nova tecnologia durante a Estética In São Paulo 2026 ocorre em um momento de expansão do setor. O evento é considerado um dos principais encontros profissionais da área na América Latina e reúne fabricantes, pesquisadores e especialistas para discutir tendências e avanços tecnológicos aplicados à estética e à saúde.
A introdução de equipamentos com múltiplas modalidades terapêuticas reflete a busca por soluções que integrem diferentes recursos em um único sistema, acompanhando a evolução do mercado e das demandas clínicas por protocolos cada vez mais personalizados.













