As operações realizadas nos pontos de venda (PDV) têm ganhado novos contornos com o avanço da tecnologia. Mais do que uma ação promocional, o trade marketing passou a ser utilizado como ferramenta estratégica para consolidar o elo entre os objetivos da indústria e a experiência do consumidor, com capacidade para influenciar diretamente o desempenho comercial e a percepção de marca.
O modelo atua na organização do espaço, na visibilidade dos produtos e na fluidez da jornada de compra, aproximando o fabricante do consumidor final e garantindo que os produtos estejam bem posicionados para que a comunicação seja clara e eficiente.
De acordo com o especialista Pedro Bannura, presidente da agência Digi, o trade marketing é responsável por transformar o discurso estratégico em resultados concretos. "É o que garante que o propósito da marca se traduza em experiência real para o consumidor. Mais do que abastecer gôndolas, o trade organiza, ativa e impulsiona resultados, transformando cada ponto de venda em uma extensão viva da marca", afirma.
A praticidade no PDV é outro ponto importante. Bannura aponta que ela nasce da previsibilidade e da inteligência durante a organização da loja. "Quando o trade é bem estruturado, ele otimiza rotas, organiza planogramas, garante exposição correta de produtos e reduz ruídos entre indústria e varejo", ressalta. Segundo ele, essa organização nas prateleiras contribui para ambientes mais funcionais e equipes mais produtivas, o que se reflete em uma experiência mais fluida para o consumidor.
A exemplo, para um de seus clientes do ramo do varejo, a Digi lançou uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para reconhecer imagens de execução nos pontos de venda, buscando evoluir para entregar não apenas visibilidade da marca, mas engajamento.
Com essa tecnologia da Digi, a empresa hoje é capaz de monitorar a exposição dos produtos na prateleira, capacitar a força de vendas com gamificação e premiações e oferecer feedback em tempo real para as equipes no PVD.
Influência na decisão de compra
A decisão de compra, muitas vezes tomada em segundos, pode depender de estímulos visuais e de conveniência. Uma pesquisa realizada pela Nielsen revela que cerca de 70% das decisões de compra são tomadas no ponto de venda, o que reforça a relevância de estratégias que influenciam esse momento.
"Layouts bem planejados, comunicações visuais assertivas e estoques equilibrados tornam a compra mais intuitiva", avalia o executivo da Digi. Nesse contexto, o trade marketing atua como facilitador da escolha, antecipando necessidades e promovendo uma jornada sem fricções. Já a tecnologia tem papel central na evolução do modelo. Com ferramentas de monitoramento, inteligência geográfica e plataformas de incentivo, é possível acompanhar e mensurar cada execução.
"A tecnologia é o que transforma o trade de reativo para estratégico. Com dados em tempo real, é possível enxergar o PDV de forma precisa, identificar gargalos e tomar decisões mais rápidas", explica o especialista.
Na visão do executivo, a automação reforça esse movimento ao permitir que os profissionais de trade deixem de atuar apenas no operacional. "Sistemas automatizados de roteirização, auditoria e registro de execuções aumentam a eficiência das equipes e geram dados que alimentam decisões mais inteligentes. É a união entre eficiência operacional e inteligência de negócio", resume Bannura.
O equilíbrio entre os interesses da indústria, do varejo e do consumidor é outro desafio que o trade marketing busca resolver. "O trade é a ponte que alinha três expectativas diferentes: a da indústria, que busca visibilidade e sell-out; a do varejo, que quer giro e rentabilidade; e a do consumidor, que espera conveniência e boa experiência", informa.
"O segredo está em trabalhar com informação e relacionamento, entender que o sucesso de um só acontece quando os três ganham juntos", completa.
A experiência final do consumidor também é impactada pela tecnologia. Segundo Bannura, a disponibilidade do produto certo no momento certo, campanhas mais assertivas e comunicação relevante no PDV são resultados diretos de uma operação de trade eficiente.
"Mesmo sem perceber, o consumidor sente o resultado: uma jornada com conveniência, clareza e confiança na marca", finaliza Pedro Bannura.
Para saber mais sobre o ecossistema de soluções da Digi, basta acessar: http://www.digi.ag














