A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu, por meio da Vigilância Ambiental em Saúde, está acompanhando cinco casos de esporotricose identificados em gatos no município. Diante das ocorrências, o Município reforça as orientações para que a população saiba reconhecer os principais sinais da doença e, principalmente, como reduzir os riscos de transmissão.
A esporotricose é uma micose causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos. Os gatos merecem atenção especial porque podem desenvolver formas da doença com grande quantidade do fungo nas lesões, favorecendo a transmissão por arranhões, mordidas e contato com feridas e secreções.
A boa notícia é que a esporotricose tem tratamento e cura. A identificação precoce e os cuidados adequados são fundamentais para proteger os animais, seus tutores e contribuir para evitar a disseminação da doença.
Como identificar a esporotricose nos gatos?
Um dos principais sinais de alerta é o aparecimento de feridas que não cicatrizam, especialmente na região do rosto e das patas. Essas lesões podem aumentar ou se espalhar para outras partes do corpo.
O animal também pode apresentar outros sintomas, como:
• perda de apetite;
• emagrecimento;
• espirros;
• secreção nasal;
• alterações no comportamento ou no estado geral de saúde.
Ao perceber feridas ou alterações suspeitas, a orientação é não manipular diretamente as lesões e procurar avaliação de um médico-veterinário.
Como acontece a transmissão?
Nos gatos, o contato com o fungo pode ocorrer a partir de matéria orgânica em decomposição presente no ambiente, por exemplo, ou durante brigas e contato com outros animais infectados.
Por isso, uma das principais medidas de prevenção é evitar que os gatos tenham livre acesso às ruas. A castração também é uma importante aliada, pois pode contribuir para diminuir comportamentos de fuga, disputas territoriais e brigas com outros animais.
Para os seres humanos, a transmissão relacionada aos gatos ocorre principalmente por arranhões, mordidas, lambeduras ou contato direto com feridas e secreções de animais infectados.
Também existem formas de transmissão ambiental, especialmente a partir da inoculação do fungo na pele por traumas com materiais contaminados, como espinhos e lascas de madeira.
E quais são os sinais nas pessoas?
Em seres humanos, a esporotricose pode começar com o surgimento de pequenos nódulos avermelhados que evoluem para feridas, principalmente nas mãos, braços, pés, pernas e rosto.
Em algumas situações, podem surgir novas lesões seguindo o trajeto dos vasos linfáticos. Outros sintomas, como dores articulares e febre, também podem ocorrer.
Quem apresentar lesões suspeitas, especialmente após contato com um gato doente ou com feridas, deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima para avaliação profissional.
O tratamento da esporotricose em seres humanos está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora tenha cura, a doença precisa ser corretamente diagnosticada e tratada, pois pode apresentar formas mais graves em determinadas situações.
Prevenção também é cuidado
Algumas atitudes simples ajudam a proteger os animais e toda a família:
• mantenha os gatos dentro de casa e evite o acesso livre às ruas;
• mantenha os animais castrados;
• observe regularmente a pele e a saúde do seu gato;
• diante de feridas suspeitas, evite o contato direto e procure atendimento veterinário;
• não abandone animais doentes ou suspeitos;
• após arranhões ou mordidas, higienize imediatamente o local;
• se surgirem lesões na pele, procure uma Unidade de Saúde.
A Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu segue acompanhando os casos e realizando as ações de vigilância necessárias. A participação da população, com a identificação precoce dos sinais, os cuidados responsáveis com os animais e a busca pelo atendimento adequado, é fundamental para interromper possíveis cadeias de transmissão e proteger a saúde de todos.
Fonte: PMB – Foto: Divulgação/PMB















