Em um país de dimensões continentais, inovação e empreendedorismo não são exclusividade dos grandes centros econômicos. Diferentes regiões brasileiras reúnem empresários e empresárias que transformaram experiências locais em negócios de alcance nacional, gerando empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. Para Carlos Santana, advogado, investidor e empresário paranaense, essa diversidade de origens é também uma das grandes forças do nosso ambiente de negócios. "O Brasil não é uma realidade única. Cada região tem necessidades, comportamentos e oportunidades diferentes. Quando conseguimos transformar essa diversidade em capacidade de observar problemas e criar soluções, surgem negócios que podem nascer localmente, mas gerar impacto em todo o país", afirma.
Na trajetória de Santana, esse olhar se traduziu especialmente na busca por negócios capazes de resolver problemas concretos, simplificar processos e reduzir burocracias. Ao longo dos anos, sua atuação empresarial alcançou diferentes áreas, como tecnologia, inovação, transportes, inteligência artificial, educação e conteúdo, tendo como ponto de conexão a capacidade de identificar oportunidades e transformar atividades complexas em experiências mais simples e eficientes.
"Sempre me interessaram negócios que resolvem problemas reais. Às vezes, inovação é uma tecnologia extremamente sofisticada. Em outras, é simplesmente perceber que um processo que leva dias pode levar minutos ou que uma burocracia que sempre existiu não precisa continuar existindo. Empreender também é olhar para a vida das pessoas e perguntar: como podemos tornar isso mais simples?", diz Carlos Santana.
Histórias construídas longe das maiores capitais ajudam a dimensionar esse potencial. Luiza Helena Trajano construiu sua trajetória a partir de Franca, no interior paulista, e o Magazine Luiza tornou-se uma das referências do varejo brasileiro e também um reconhecido caso de transformação digital, antecipando movimentos de integração entre lojas físicas e canais digitais e investindo em tecnologia para transformar a experiência do consumidor.
Sônia Hess, catarinense de Luiz Alves, liderou a expansão da Dudalina. Já Ilson Mateus iniciou sua trajetória com uma pequena mercearia em Balsas, no Maranhão, dando origem ao Grupo Mateus, que décadas depois se consolidou como a terceira maior rede varejista do Brasil, com presença em nove estados. A Tecnobank, fundada pelo paranaense Carlos Santana, é referência em tecnologia e atua hoje em mais de 20 estados brasileiros, adaptando-se às particularidades e necessidades de cada região.
"Quando ampliamos o mapa do empreendedorismo, ampliamos também o nosso repertório. Pessoas de lugares diferentes enxergam problemas diferentes, têm referências diferentes e, consequentemente, podem encontrar soluções que talvez não surgissem a partir de um único centro econômico", avalia Santana.
Para o empresário, estimular esse ecossistema em todas as regiões significa também descentralizar oportunidades. Empresas que prosperam movimentam cadeias de fornecedores, formam profissionais, atraem investimentos, geram empregos e renda e podem transformar soluções inicialmente locais em produtos e serviços utilizados nacionalmente.
"Não precisamos de um Brasil que reproduza um único modelo de sucesso. Precisamos criar condições para que boas ideias possam nascer no Paraná, no Maranhão, no interior de São Paulo, no Norte, no Nordeste, no Centro-Oeste ou em qualquer outro lugar e encontrem espaço para crescer. Nossa dimensão continental e nossas diferenças não são obstáculos ao desenvolvimento. São justamente uma fonte extraordinária de repertório, criatividade e oportunidades. Quanto mais olhares estiverem construindo negócios, maior será nossa capacidade de desenvolver o país", conclui Carlos Santana.














