Proposta reconhece o Cordão da Tulipa Vermelha como forma de identificação e prevê orientação de servidores para atendimento mais adequado nos serviços públicos municipais
A Câmara Municipal de Botucatu aprovou, na sessão ordinária realizada na noite de segunda-feira (14), um projeto que cria uma política municipal voltada às pessoas com Doença de Parkinson e prevê medidas para facilitar sua identificação e melhorar o atendimento, especialmente em serviços públicos.
De autoria do vereador Lelo Pagani (PSDB), o Projeto de Lei nº 103/2026 institui a Política Municipal de Conscientização e Atenção à Pessoa com Doença de Parkinson. A proposta também reconhece a Tulipa Vermelha como símbolo de conscientização sobre a doença e o Cordão da Tulipa Vermelha como instrumento auxiliar de identificação.
Na prática, pessoas com Parkinson poderão utilizar o cordão para serem identificadas de maneira mais discreta em locais de atendimento. A justificativa do projeto aponta que a medida busca facilitar a compreensão sobre determinadas limitações causadas pela doença e evitar situações constrangedoras, principalmente em serviços públicos e locais de grande circulação.
O uso do Cordão da Tulipa Vermelha será facultativo. Além disso, ele não substituirá a apresentação de documento que comprove a condição quando essa comprovação for solicitada.
Nos estabelecimentos públicos municipais, a proposta prevê que, sempre que possível, os servidores sejam orientados sobre o significado do cordão e que as pessoas identificadas recebam atendimento humanizado e adequado. Estabelecimentos privados também poderão aderir às diretrizes de forma voluntária.
A política municipal também estabelece ações de conscientização da população, combate ao preconceito e à desinformação, incentivo ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento adequado, além da capacitação de profissionais das redes pública e privada para o atendimento humanizado.
Segundo a justificativa apresentada no projeto, a Doença de Parkinson pode afetar a mobilidade, a fala e a autonomia dos pacientes. A proposta busca ampliar a informação sobre a condição e favorecer a inclusão das pessoas diagnosticadas.















