Fraldas, absorventes, preservativos, plásticos, tecidos, restos de alimentos e óleo de cozinha estão entre os materiais encontrados no sistema

A Sabesp retira, em média, cerca de 1,5 tonelada de resíduos por mês do sistema de esgotamento sanitário de Botucatu. Entre os materiais encontrados nas redes coletoras e nas estações de tratamento estão fraldas, absorventes, preservativos, plásticos, tecidos, restos de alimentos e óleo de cozinha.

Segundo a Companhia, o descarte incorreto desses materiais pode provocar entupimentos, transbordamentos, danos às tubulações e até o retorno de esgoto para dentro dos imóveis.

Em 2026, a estimativa é de que aproximadamente 18 toneladas de resíduos sejam retiradas do sistema ao longo do ano. Até o momento, a Sabesp já registrou 1.259 ocorrências de entupimento nas tubulações de esgoto em Botucatu.

Além disso, aproximadamente 20 toneladas de resíduos e areia já foram retiradas durante serviços de manutenção, limpeza e desobstrução realizados nas estações de bombeamento.

O problema também atinge as Estações de Tratamento de Esgoto, que precisam remover materiais que não deveriam chegar até o sistema para que o processo de tratamento funcione corretamente.

O que não deve ser jogado na rede de esgoto

Entre os itens encontrados pelas equipes estão fraldas descartáveis, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, tecidos, panos, plásticos, embalagens e restos de alimentos.

Mesmo materiais pequenos podem causar problemas quando se acumulam nas tubulações e se juntam a outros resíduos, formando bloqueios que impedem o escoamento do esgoto.

Em casos de obstrução, o esgoto pode transbordar para as ruas ou retornar para dentro das casas. Dependendo da gravidade, pode ser necessária até a abertura do pavimento para acessar e substituir trechos da tubulação.

Óleo de cozinha também pode provocar entupimentos

O óleo de cozinha está entre os materiais que exigem atenção. Quando despejado na pia, ele percorre a tubulação e, após esfriar, pode aderir às paredes internas da rede.

Com o passar do tempo, a gordura forma placas que reduzem o espaço para a passagem do esgoto e ainda ajudam a prender outros resíduos.

A orientação é armazenar o óleo usado e encaminhá-lo para pontos de coleta ou programas de reciclagem.

Água da chuva não deve ir para a rede de esgoto

A Sabesp também alerta para ligações irregulares de calhas e ralos externos à rede de esgotamento sanitário.

A rede de esgoto é dimensionada para receber os resíduos produzidos nos imóveis. Já a água da chuva deve seguir pelo sistema de drenagem urbana.

Durante períodos de chuva intensa, ligações irregulares podem aumentar rapidamente o volume dentro da rede e provocar transbordamentos.

Cuidados simples ajudam a evitar problemas

A orientação é não jogar óleo, gordura, restos de alimentos, fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, tecidos ou qualquer outro tipo de lixo em pias, ralos ou vasos sanitários.

Também não devem ser conectadas calhas e estruturas de drenagem de chuva à rede de esgoto.

Segundo a Sabesp, a colaboração dos moradores ajuda a reduzir ocorrências de entupimento, evita transtornos nas ruas e contribui para o funcionamento adequado do tratamento de esgoto.