A busca por maior produtividade e previsibilidade tem ampliado o espaço de sistemas industrializados na construção civil. Em obras com grande repetição de pavimentos ou unidades, a escolha das fôrmas influencia não apenas a concretagem, mas também a organização das equipes, a logística interna, o acabamento e o ritmo de execução.
No modelo de atuação da SH, empresa brasileira desenvolvedora de soluções inovadoras para o setor de construção civil, os sistemas de fôrmas de alumínio têm sido utilizados principalmente em empreendimentos que demandam repetibilidade e padronização. A lógica está em substituir ajustes realizados a cada ciclo por componentes modulados, com sequência de montagem definida e possibilidade de reaproveitamento ao longo da obra.
Para isso, a companhia conta com Lumiform SH®, sistema de fôrmas de alumínio para paredes de concreto utilizado em projetos residenciais, corporativos e de infraestrutura. Em aplicações adequadas, o sistema pode reduzir, em média, 40% do cronograma da etapa e a metodologia de parede de concreto pode diminuir, em cerca de 70%, a geração de resíduos. Os resultados, entretanto, variam conforme características como projeto, repetitividade, planejamento do ciclo, treinamento das equipes e condições de execução.
Além do material utilizado na fabricação das fôrmas, o desempenho também depende da forma como o sistema é incorporado ao planejamento. A definição do ciclo de concretagem, o dimensionamento das equipes, o transporte interno, o armazenamento dos painéis e a sequência de montagem e desmontagem precisam ser considerados antes do início da execução.
"Quando falamos em industrialização, o resultado vem da capacidade de organizar o processo, repetir ciclos com menos variação e planejar previamente como a equipe, os equipamentos e a logística vão funcionar juntos na execução. É essa combinação que pode trazer mais previsibilidade e eficiência para toda a estrutura da obra", afirma Daniel Leopoldo, gerente comercial da SH.
Produtividade depende da repetibilidade
Por serem leves e trabalharem com uma lógica de modulação e encaixe, as fôrmas de alumínio favorecem uma montagem mais racionalizada. À medida que os ciclos se repetem, a equipe tende a adquirir familiaridade com a sequência de execução, reduzindo a necessidade de adaptações realizadas diretamente no canteiro.
A padronização também contribui para o controle de prumo, esquadro e alinhamento das estruturas. Quando a montagem e a concretagem são executadas adequadamente, a maior uniformidade das superfícies pode diminuir a necessidade de correções posteriores e reduzir interferências nas etapas seguintes.
A adoção de fôrmas industrializadas, por sua vez, não é indicada da mesma forma para qualquer empreendimento. O volume de repetição, a geometria da estrutura, o cronograma, a disponibilidade de mão de obra e a logística do canteiro são alguns dos fatores que precisam ser avaliados para determinar a viabilidade da solução.
"Não existe ganho automático de produtividade apenas pela adoção de uma tecnologia. Antes de definir o sistema, é necessário compreender a dinâmica da obra e o que se pretende alcançar em cada ciclo. Em projetos com repetitividade, por exemplo, uma montagem bem planejada permite que a equipe ganhe ritmo e reduza variações ao longo da execução", explica o Gerente Comercial da SH.
Esse planejamento torna-se especialmente relevante em um cenário de dificuldade de contratação de profissionais qualificados. Sistemas com processos mais definidos podem simplificar o treinamento das equipes, reduzir atividades de adaptação em campo e diminuir a dependência de operações altamente artesanais.
Reaproveitamento e uso racional de materiais
Outra característica das fôrmas de alumínio é a possibilidade de utilização dos mesmos componentes em sucessivos ciclos. Além do aproveitamento ao longo de um empreendimento, determinados painéis podem passar por manutenção e adaptação para atender a novos projetos, desde que apresentem condições técnicas adequadas.
Essa reutilização reduz a necessidade de materiais descartáveis e dialoga com a busca do setor por processos que conciliem a produtividade e o uso mais racional de recursos. Em comparação com sistemas que dependem de cortes e adaptações frequentes no canteiro, a lógica industrializada também tende a diminuir a geração de resíduos durante a montagem.
Para Daniel Leopoldo, a evolução desses sistemas acompanha uma mudança mais ampla na maneira de planejar a estrutura. "A construção vem avançando para processos nos quais é possível prever melhor o que acontecerá em campo. Obras que dependem pouco de ajustes e improvisações durante a execução possuem maior capacidade de controlar prazo, recursos e qualidade ao longo dos ciclos".














