A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu informou que realizou diligências após determinação da Delegacia Seccional de Polícia, com base em relatório de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, relacionadas à possível articulação de atos violentos vinculados à manifestação nacional denominada “O Grande Dia”, prevista para ocorrer nesta data na cidade de São Paulo.
As ações foram conduzidas por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), acompanhadas pelo delegado seccional, que se deslocaram até uma residência localizada no bairro Parque dos Pinheiros, em Botucatu. No local, os policiais identificaram um adolescente que admitiu participar de um grupo no aplicativo Telegram utilizado para coordenação e discussão de ações ligadas ao movimento investigado.
Durante a análise do aparelho celular utilizado pelo adolescente, os agentes localizaram conversas com conteúdo de incitação à prática de violência, incluindo menções explícitas a condutas ilícitas que poderiam ser executadas durante a manifestação, como o uso de explosivos e coquetéis molotov.
Com autorização do responsável legal, foi realizada busca domiciliar, ocasião em que foram apreendidos dois simulacros de arma de fogo, dois canivetes e dois aparelhos celulares, incluindo o utilizado para as comunicações no grupo investigado.
Diante dos elementos colhidos, a Polícia Civil avaliou que a conduta do adolescente se enquadra em atos infracionais análogos aos crimes de associação criminosa, conforme a Lei nº 12.850/2013, e de incitação ao crime, previsto no artigo 286 do Código Penal. O procedimento foi formalizado e encaminhado ao Ministério Público, que deverá adotar as medidas legais cabíveis.
Em nota, a Polícia Civil de Botucatu reforçou que permanece atenta e atuante na prevenção de delitos, com foco na preservação da ordem e da segurança pública
Entenda o caso
A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, acusadas de planejar atentado com uso de explosivos, como bombas caseiras e coquetéis molotov. A ação do grupo estava prevista para esta segunda-feira (2) na Avenida Paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).De acordo com a SSP, as investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do país, concentrada nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Apenas na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes.















