Nos dias que antecederam e durante o Carnaval 2026, realizado entre 14 e 17 de fevereiro na Avenida do Fórum, a Vigilância Sanitária de Botucatu executou uma força-tarefa para reforçar a fiscalização no entorno da festa popular. A iniciativa seguiu diretrizes do Governo do Estado, por meio do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), em articulação com as equipes municipais.

O principal foco foi coibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade e garantir o cumprimento da legislação que proíbe o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, conforme normas municipais e estaduais.

Durante os quatro dias de evento, agentes percorreram a praça de alimentação, bares e pontos próximos ao palco principal. A fiscalização incluiu a verificação de documentação de adolescentes e a orientação a comerciantes sobre a obrigatoriedade de exigir documento oficial com foto em caso de dúvida quanto à idade do comprador, conforme estabelece a Lei Estadual nº 14.592/2011.

Nos comércios ambulantes, as equipes também conferiram a procedência das bebidas comercializadas, com atenção especial à prevenção de produtos adulterados. A medida ocorre após episódios registrados em 2025 envolvendo contaminação por metanol em outras localidades do Estado, o que elevou o alerta sanitário.

Outro eixo da operação foi o cumprimento da legislação antifumo. A norma municipal, que atualizou regras em vigor desde 2002, proíbe o tabagismo em ambientes fechados de uso coletivo e não permite áreas destinadas a fumantes em estabelecimentos como bares e lanchonetes. Durante o Carnaval, a fiscalização se concentrou em áreas cobertas da praça de alimentação, estruturas temporárias com laterais fechadas e outros espaços com circulação intensa de público.

Os responsáveis por barracas e tendas foram orientados a manter cartazes informativos visíveis e a intervir caso houvesse descumprimento da norma.

De acordo com a Vigilância Sanitária, ao final do evento foram realizadas dezenas de abordagens educativas. Não houve registros de interdições nem ocorrências relacionadas à venda de álcool para menores. Em relação à lei antifumo, foram registradas poucas advertências, principalmente em situações envolvendo pequenos grupos em áreas parcialmente cobertas.

A operação contou com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos de segurança. Segundo a Prefeitura, a atuação integrada buscou garantir que a festa transcorresse dentro das normas sanitárias e de proteção à saúde pública.