A morte de Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, vítima de feminicídio em Botucatu ganhou repercussão nacional e provocou manifestações de artistas e personalidades públicas nas redes sociais, especialmente às vésperas de março, mês marcado por mobilizações em defesa dos direitos das mulheres.
Júlia foi baleada no dia 21 de fevereiro de 2026 e morreu na terça-feira (24), após dias internada em estado grave. Seu companheiro, de 34 anos, faleceu ainda no local do ataque. O autor dos disparos foi identificado como o ex-marido da vítima, de 38 anos.
O crime ocorreu quando o casal estava em um veículo e foi atingido por disparos. Duas crianças estavam presentes no momento da ação. Conforme consta nos registros processuais, Júlia havia formalizado dez boletins de ocorrência ao longo de cinco anos contra o ex-companheiro, relatando ameaças e conflitos relacionados à guarda do filho.
Um pedido de medida protetiva foi indeferido pela Justiça um dia antes do atentado. A decisão passou a ser alvo de questionamentos de especialistas e entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres, que discutem falhas na avaliação de risco e na aplicação de protocolos preventivos em casos de violência de gênero.
A repercussão ultrapassou os limites regionais e chegou à mídia nacional. Atrizes como Paolla Oliveira e Luana Piovani utilizaram suas redes sociais para lamentar o caso e cobrar mobilização social e respostas mais firmes do poder público. Em publicações, as artistas destacaram a gravidade da violência contra a mulher e a necessidade de medidas eficazes para evitar novas tragédias.


A morte de Júlia reacende o debate sobre a efetividade da Lei Maria da Penha e a necessidade de maior agilidade na análise de pedidos de proteção, especialmente diante de histórico reiterado de denúncias. Especialistas apontam que a burocracia não pode se sobrepor à urgência da preservação da vida.
O caso segue gerando forte comoção em Botucatu e na região, além de ampliar a discussão nacional sobre a responsabilidade do sistema de segurança pública e do Judiciário na prevenção de crimes de violência doméstica.















