O Governo do Estado de São Paulo anunciou a ampliação da rede de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em 31 municípios paulistas, entre eles Botucatu. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), prevê investimento total de R$ 14,5 milhões e tem como objetivo fortalecer a Proteção Social Básica, ampliar a presença territorial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e reduzir o déficit de cobertura existente no estado.
Atualmente, São Paulo conta com 1.234 unidades de CRAS distribuídas em todos os municípios. Mesmo assim, 169 cidades ainda apresentam necessidade de ampliação da cobertura, considerando critérios territoriais, populacionais e de vulnerabilidade social. Com a implantação das novas unidades, o Estado avança no enfrentamento desse déficit e amplia o acesso da população aos serviços socioassistenciais.
A expansão permitirá que cerca de 135 mil novas famílias passem a ter acesso aos serviços ofertados nos CRAS, como o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), atendimentos domiciliares, cadastramento e acompanhamento de famílias em situação de desproteção social, além da articulação com programas, serviços e benefícios da política de assistência social.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, o investimento reforça o caráter preventivo e estruturante da política pública. Ela destaca que o CRAS é a principal porta de entrada do SUAS e desempenha papel fundamental na proteção das famílias, permitindo que a assistência social atue de forma antecipada diante das vulnerabilidades.
A diretora de Assistência Social da SEDS, Tatiane Magalhães, ressalta que a ampliação das unidades fortalece a capacidade de resposta do Estado às demandas sociais. De acordo com ela, os CRAS possibilitam acompanhamento contínuo das famílias e uma atuação integrada com a rede local, contribuindo para a universalização do acesso à Proteção Social Básica.
Os Centros de Referência de Assistência Social atuam de forma descentralizada e territorializada, promovendo o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a escuta qualificada e o acompanhamento sistemático das famílias. A atuação das unidades é considerada estratégica na prevenção de situações de vulnerabilidade social e na redução das desigualdades, garantindo o acesso a direitos básicos.















