A Additive Manufacturer Green Trade Association (“AMGTA”), um grupo de defesa mundial com foco no desenvolvimento e promoção de práticas sustentáveis do setor de fabricação aditivo, anunciou hoje que publicou sua primeira pesquisa independente, por título “LCA comparativa de um suporte de turbina de baixa pressão (LPT) por dois métodos de fabricação“. O relatório, encomendado pela AMGTA e de autoria do Instituto Golisano de Sustentabilidade do Instituto de Tecnologia de Rochester, analisou um suporte de turbina de baixa pressão aeroespacial comercial através de uma avaliação do ciclo de vida (“LCA”), ao analisar (i) o impacto comparativo de fabricação de fusão do leito de pó a laser (“LPBF”) na fabricação aditiva (“AM”) quantoàfabricação tradicional do suporte e (ii) o impacto de uma redução de peso superior a 50% do suporte durante a vida útil da aeronave. Embora o resultado final comparativo tenha sido inconclusivo sobre qual método de fabricação utilizou mais energia, os resultados confirmaram o impacto drástico que os motores e fuselagens de aeronaves comerciais mais leves possuem em emissões de carbono.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20230410005350/pt/

A comparison of the AM-designed bracket (left) and the traditional version (right). (Photo: Business Wire)

A comparison of the AM-designed bracket (left) and the traditional version (right). (Photo: Business Wire)

As principais averiguações da LCA incluíram os seguintes itens:

  • Método de fabricação inconclusivo. Usando três metodologias separadas, a LCA não foi conclusiva sobre qual método de fabricação (tradicional ou aditivo) utilizou mais energia. Em geral, esta descoberta neutra representou uma melhoria quanto aos estudos anteriores, ao mostrar maior energia utilizada na fabricação de LPBF quando comparada a métodos tradicionais.
  • Importância da mescla de energia. O estudo descobriu que, de longe, o maior fator na determinação da sustentabilidade da produção era a mescla de energia de uma instalação fabril no local de geração, e se esta rede de energia era produzida com uso de meios sustentáveis.
  • Impacto superdimensionado em aeronaves leves. O estudo mostrou claramente que a redução de peso dos componentes de aeronaves através do projeto de AM resultou em uma drástica redução em emissões de carbono durante a vida útil de uma aeronave, com uma redução de 13.376 kg para cada 1 kg de redução de peso.
  • Em geral, a AM produziu uma peça mais sustentável. O impacto da redução de peso foi, de longe, o fator mais importante em determinar que os componentes produzidos por AM são mais sustentáveis do que uma peça tradicionalmente projetada e fabricada.

“A publicação desta LCA revisada por pares, a primeira de seu tipo, representa um marco para a AMGTA”, disse Sherri Monroe, Diretora Executiva da AMGTA. “Pela primeira vez, podemos publicar resultados tangíveis que demonstram a importância do projeto na fabricação aditiva quando comparada aos métodos tradicionais. Este estudo demonstra o impacto muito real que a AM pode ter em projetos de aeronaves e motores do futuro, sendo um bom presságio para usar estratégias semelhantes em outros setores e programas.”

O estudo de dois anos analisou os dois suportes com uso de três metodologias de LCA, incluindo o método de ponto médio ReCiPe 2016 versão 1.1, a Demanda Cumulativa de Energia v1.11 e os métodos IPCC 2021 GWP100 do Grupo Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Dois dos três métodos indicaram que, estritamente a partir do ponto de vista da fabricação, o suporte tradicional exigia menos energia para produzir, enquanto um método indicou que a versão de AM produzia menos dióxido de carbono. Em todos os casos, contudo, os resultados indicaram que a mescla de energia da rede elétrica subjacente teve um efeito descomunal na sustentabilidade do processo de fabricação. A LCA foi executada conforme ISO 14040:2006(E) e revisada por pares pela EarthShift Global.

O suporte subjacente, que é um dos 12 em cada um dos dois motores de turbinas GE Aviation CF6-80C2B6F que impulsionam uma aeronave Boeing 767, segura um coletor de combustívelàcaixa externa do módulo da turbina de baixa pressão do motor. Foi selecionado pela AMGTA por ser uma peça relativamente simples, de fácil acesso e localização. O projeto aditivo e a fabricação do suporte foram realizados pela Sintavia, LLC em Hollywood, Flórida, e impressos em uma impressora EOS GmbH M290 usando pó Höganäs AB Inconel 718. A peça tradicional foi fabricada por uma oficina mecânica com sede no Tennessee com uso de um processo CNC. O suporte otimizado de AM era mais de 50%, ou 0,063 kg, mais leve que a versão original. Segundo a Sintavia, o suporte otimizado superou o suporte tradicional em termos de propriedades mecânicas, com maior resistênciaàfadiga, apesar do peso reduzido.

Embora a escolha do LPT tenha oferecido uma demonstração simples de como o peso leve pode atuar em um motor de aeronave, a AMGTA acredita que as lições incorporadas na LCA atual poderiam ser adotadas muito mais amplamente por fabricantes de aeronaves e motores em diversos sistemas mecânicos. Além disto, os métodos de transporte de peso leve com uso da tecnologia de projeto aditivo não se limitam apenasàLPBF AM, pois outras tecnologias aditivas (incluindo jateamento de aglutinantes, deposição de energia direcionada e impressão de polímeros) podem remover o excesso de peso de veículos, aeronaves e embarcações.

“Este estudo destaca a importância de usar AM para desenvolver peças e componentes otimizados que foram reduzidos através da tecnologia de AM”, disse Brian Neff, Diretor Executivo da Sintavia e Presidente da AMGTA. “Nenhuma outra tecnologia comercial atualmente viável oferece um impacto tão imediato em emissões de carbono quantoàredução de peso de peças de aeronaves via AM, e agora temos dados verificados de modo independente e revisados por pares que comprovam isto. Estamos na expectativa de trabalhar com a Boeing, a GE e todos os fabricantes de equipamentos originais do setor,àmedida que buscam liberar o potencial sustentável da AM em plataformas atuais e futuras.”

“As duas fases deste estudo, produção e uso, têm implicações muito além deste suporte específico, aeronave ou setor fabril”, acrescentou Sherri Monroe. “A diferença irrisória em impactos ambientais durante a produção combinada com os benefícios da produção sob demanda, quando quiser, onde quiser, como quiser, a fim de fornecer cadeias de fornecimento mais resilientes, eficientes e sustentáveis, têm implicações significativas no ecossistema de fabricação para oferecer soluções mais sustentáveis.”

“Embora este estudo tenha implicações imediatas para fabricar motores e fuselagens de aeronaves, as descobertas na fase de uso se estendem a qualquer parte de uma aeronave que possa ser potencialmente leve, como sistemas mecânicos, assentos, carrinhos de serviço e cozinhas, e muito além da aeronave a qualquer equipamento movido por um mecanismo ou motor, como veículos, navios, trens e robôs, embora as demandas de energia para o setor aeroespacial o tornem o maior, mais óbvio e mais imediato beneficiário.”

A AMGTA informou que espera publicar pesquisas independentes adicionais durante 2023. Informações adicionais sobre a LCA podem ser encontradas no site da AMGTA, www.amgta.org.

Sobre a AMGTA

A AMGTA foi fundada em 2019 para compreender e promover melhor os benefícios ambientais da fabricação aditiva em toda a economia mundial. Os membros da AMGTA representam todo o espectro de fabricação, desde o projeto e as matérias-primas até os produtos e usuários finais, concentrados em inovar produtos melhores, mais sustentáveis e financeiramente vantajosos mediante as melhores práticas aditivas. Para mais informação, entre em contato com Sherri Monroe ou acesse www.amgta.org.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Caitlyn Perry, +1 954.308.0888

info@amgta.org

Fonte: BUSINESS WIRE