Setor de papelaria cresce com novas experiências de consumo
Setor de papelaria cresce com novas experiências de consumo

O mercado global de papelaria mantém crescimento consistente mesmo diante das transformações digitais. De acordo com dados levantados pela Mordor Intelligence, em 2024, o tamanho do mercado global de papelaria e suprimentos era estimado em 145,21 bilhões de dólares, podendo atingir 178,63 bilhões de dólares até 2029.

Apesar do impacto causado por variáveis como as preferências dos consumidores, melhorias técnicas e condições econômicas, o mercado de produtos de papelaria é bastante consistente.

Devido às crescentes taxas de alfabetização – segundo Dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE, a taxa de alfabetização no Brasil atingiu 93% em 2022 para pessoas de 15 anos ou mais, além do aumento de jovens inclinados para o ensino superior, já que, de acordo com o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE em fevereiro de 2025, a proporção de população com ensino superior completo aumentou de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022.

Segundo a Mordor Intelligence, a crescente globalização e industrialização também são considerados fatores impulsionadores do mercado. Outro ponto-chave, é o crescimento do e-commerce, com o foco em papelaria e suprimentos. Conforme dados divulgados pelo Portal InfoMoney 25, o mercado cresceu 20% no Brasil em 2025. Isso é quatro vezes maior que o aumento dos canais de compra offline (cerca de 5%).

Em conformidade, a Mordor Intelligence relatou que hoje, muitos consumidores preferem comprar produtos de papelarias online, devido à conveniência, preço competitivo e ampla gama de opções.

Segundo a Gráfica Online FuturaIM, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o desempenho do portfólio foi marcado por crescimento consistente em todas as categorias.

Lápis, por exemplo, registraram o maior percentual, com +52,93%, indicando forte aceleração da demanda. Cadernos apresentam crescimento expressivo de +25%, consolidando-se como principal motor de expansão em valor.

Já as agendas, avançaram +14,52%, mantendo trajetória positiva. Enquanto as canetas tiveram crescimento mais moderado, de +4,12%, sinalizando maior maturidade da categoria.

Principais tendências do setor

Segundo o Portal Global Growth Insights, o negócio de papelaria está passando por uma transformação estrutural impulsionada pelas mudanças nos modelos educacionais, no comportamento no local de trabalho e nas preferências de estilo de vida dos clientes.

Para o portal, apesar da rápida adoção digital por parte da população, os produtos em papel continuam a manter a relevância, com mais de 60% dos estudantes em todo o mundo preferindo realizar anotações manuscritas para uma melhor retenção de informações e recordações cognitivas.

De acordo com o Global Growth Insight, a consciência ambiental é uma tendência importante, com mais de 48% dos consumidores mostrando preferência por papel reciclado, canetas biodegradáveis e embalagens sem plástico.

Além disso, artigos de papelaria premium e voltados para o design também estão ganhando força, sobretudo entre os usuários urbanos, com cadernos e agendas esteticamente desenvolvidos influenciando na decisão de compra.

Outro destaque é a customização. Conforme o portal Global Growth Insight, as tendências de personalização impactam cerca de 29% da demanda de papelaria corporativa, sobretudo para branding, comunicação interna e envolvimento de colaboradores.

Para o coordenador de marketing da Gráfica FuturaIM, Victor Nakamura, o minimalismo seguirá como uma tendência em 2026. Contudo, tende a ganhar mais cor e personalização.

"Os espaços em branco serão usados, entretanto, contarão com toques mais ousados, cores estratégicas, tipografia impactante e ilustrações autorais", afirmou Victor.

Nostalgia e emoção como tendência

Conforme o coordenador de marketing da FuturaIM, hoje a empresa passa por um momento onde a capacidade de rememorar emoções específicas por meio de produtos e experiências é crucial para o sucesso de um negócio.

"Os usuários estão procurando cada vez mais por experiências emocionais que vão além da simples transação comercial. Por isso, não se trata apenas de vender lápis e cadernos, mas de disponibilizar momentos que aumentem a autoestima e o bem-estar do consumidor", disse Nakamura.