A administração de obras a preço de custo, também chamada de “custo real”, é um modelo em que o contratante paga diretamente todos os custos da obra (materiais, mão de obra e encargos), enquanto a construtora atua como gestora mediante uma taxa de administração. Esse formato apresenta transparência e potencial de redução de custos, ao eliminar margens de risco típicas de contratos tradicionais.
Segundo análise publicada pelo portal Infonet, imóveis nesse modelo podem ser até 30% mais baratos do que empreendimentos convencionais vendidos por incorporação tradicional. Essa economia ocorre porque não há margem de lucro embutida no preço final e também porque se elimina o chamado “prêmio de risco” das construtoras. O preço tem sido um dos principais fatores de crescimento desse modelo, especialmente em nichos de médio e alto padrão.
Como funciona a administração de obras a preço de custo
No regime a preço de custo, o risco financeiro é dividido com o investidor, e não há preço final garantido nem prazo rígido. Já no modelo tradicional, o incorporador assume os riscos e entrega um produto com preço fechado. O modelo atrai um perfil mais sofisticado de comprador — investidor ou cliente com maior capacidade de gestão e tolerância a risco.
Análises do setor apontam que o modelo a preço de custo cresce no Brasil por oferecer maior transparência financeira, participação direta do cliente nas decisões e controle sobre insumos e fornecedores. Esse movimento responde a uma demanda crescente por governança e previsibilidade de custos reais, especialmente após ciclos de alta nos preços da construção.
A A3 Construtora, empresa do segmento, por meio de sua nova diretora-executiva, Greice Verrone, anunciou um novo projeto no litoral norte de São Paulo e divulgou dados recentes de desempenho, ao mesmo tempo em que sinaliza planos de expansão para outras regiões do país.
Segundo informações da própria empresa, os empreendimentos entregues têm apresentado valorização ao longo do tempo. A diretora-executiva afirmou que alguns projetos registraram retornos que podem chegar a até 100% do valor investido, de acordo com critérios internos da companhia. A empresa atribui esses resultados a fatores como localização, planejamento urbanístico e padrão construtivo.
A construtora, que se aproxima de 14 anos de atuação, também divulgou números operacionais recentes:
- Mais de 3.000 unidades entregues
- Cerca de 1.600 unidades em construção
- Aproximadamente 5.200 unidades comercializadas
- Cerca de 220.000 m² em obras em andamento
De acordo com a direção, esses indicadores fazem parte da estratégia de consolidação do modelo de administração de obras a preço de custo, formato que vem sendo adotado por investidores interessados em maior previsibilidade de custos e acompanhamento das obras.
A companhia também informou que alguns empreendimentos apresentaram valorização ao longo do tempo, associada a fatores como localização, planejamento urbanístico e padrão construtivo. Os percentuais de retorno mencionados seguem critérios internos da empresa.
No litoral norte de São Paulo, está previsto o lançamento de um novo empreendimento na cidade de Caraguatatuba, com apresentação anunciada para maio de 2026. O projeto será implantado na região da praia Martim de Sá e deve seguir uma proposta arquitetônica contemporânea.
O movimento ocorre em meio ao crescimento do mercado imobiliário no litoral paulista, região que tem registrado aumento no volume de investimentos e novos projetos nos últimos anos. A expectativa do setor é de continuidade da expansão do modelo a preço de custo, acompanhando o interesse de investidores por maior controle e transparência nas operações.












