Impressão 3D ganha espaço em projetos educacionais
Impressão 3D ganha espaço em projetos educacionais

A impressão 3D pode ser aplicada em projetos educacionais ligados à fabricação digital, prototipagem e cultura maker. Ao transformar modelos digitais em objetos físicos, o recurso cria possibilidades de experimentação em diferentes áreas do conhecimento.

O avanço da tecnologia também aparece nas projeções de mercado. Segundo a MarketsandMarkets, o setor global de impressão 3D deverá passar de US$ 17,5 bilhões em 2024 para US$ 37,4 bilhões até 2029, impulsionado pelo crescimento das aplicações em áreas como indústria, saúde e educação.

No ensino de anatomia, estudos científicos têm analisado o uso de modelos tridimensionais como apoio pedagógico. Uma revisão sistemática publicada na revista BMC Medical Education identificou aplicações voltadas à visualização e manipulação de estruturas físicas. Outro levantamento disponível no PubMed Central (PMC) registrou melhora no desempenho dos estudantes que utilizaram estes materiais em comparação a métodos convencionais, dentro desse campo de ensino.

Laboratórios de fabricação digital também vêm sendo utilizados em atividades de design, engenharia e aprendizagem baseada em problemas. Um estudo publicado no Interdisciplinary Journal of Problem-Based Learning analisou aulas realizadas em FabLabs de duas escolas de ensino fundamental II. A pesquisa observou interações relacionadas à definição conjunta de requisitos, à exploração de ideias, ao compartilhamento de descobertas e à análise de falhas nos protótipos desenvolvidos pelos estudantes.

Nesse cenário, a VIVA Inteligência Educacional passou a oferecer soluções da Creality, uma das líderes globais em impressoras 3D de consumo. A parceria incorpora equipamentos, insumos e recursos voltados à implementação da tecnologia em instituições de ensino, laboratórios maker e projetos interdisciplinares.

No ambiente escolar, a impressão 3D pode ser integrada à criação de maquetes, modelos para aulas de Ciências, peças para projetos de robótica, protótipos de engenharia e recursos utilizados em atividades de design. A tecnologia também permite desenvolver objetos destinados a desafios de programação, experimentos e propostas que envolvam diferentes componentes curriculares.

Segundo Danilo Nogueira, técnico educacional da VIVA Inteligência Educacional, a integração desse recurso ao planejamento pedagógico cria novas possibilidades de desenvolvimento em sala de aula. "A tecnologia permite que os estudantes acompanhem todas as etapas do processo de criação, desde a elaboração de uma ideia até a construção de um protótipo. Isso favorece atividades baseadas em investigação, experimentação e resolução de problemas, tornando a aprendizagem mais concreta e participativa", afirma.

A atuação conjunta entre VIVA e Creality insere a impressão 3D em um conjunto de soluções voltadas à prototipagem, à cultura maker e ao desenvolvimento de experiências pedagógicas em instituições de ensino.