A Polícia Civil de Botucatu detalhou como ocorreu a retirada do menino de 8 anos após o crime que resultou na morte de um homem de 34 anos e deixou a mãe da criança internada em estado crítico.
De acordo com a investigação, o menino estava no banco traseiro do veículo no momento dos sete disparos efetuados pelo pai. Ele não foi atingido pelos tiros. A criança foi apresentada sem sinais aparentes de risco imediato à integridade física.
Após o crime, Diego Sansalone levou o filho do local e permaneceu com ele durante a noite. Na manhã de domingo (26), antes de se esconder em uma área verde em Pardinho, deixou o menino sob os cuidados do próprio pai, avô paterno da criança.
Conforme informado pela Polícia Civil, o avô não teve participação no crime nem no sequestro. Ele foi orientado sobre a gravidade da situação e providenciou a entrega da criança à família materna.
A criança foi ouvida pela Polícia?
Não. Conforme determina a legislação brasileira, crianças vítimas ou testemunhas de violência não são submetidas a oitiva comum em ambiente policial.
A Lei nº 13.431/2017 estabelece o procedimento do chamado “depoimento especial”, realizado apenas quando necessário, em ambiente apropriado, por profissional capacitado e com acompanhamento técnico, visando preservar a integridade psicológica da criança.
Esse procedimento ocorre no decorrer do processo judicial, mediante autorização e organização do Poder Judiciário, e não de forma imediata ou informal no plantão policial.
Segundo a Polícia Civil, todas as medidas adotadas até o momento buscaram garantir a segurança física e emocional do menor.
Como fica a guarda do menino?
A definição da guarda deverá ser decidida judicialmente nos próximos dias, considerando que o pai está preso preventivamente e a mãe permanece internada em estado crítico.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.















