O médico Jorge Fernando de Souza Silva, de 27 anos, que estava foragido da Justiça há um ano e meio pelos crimes de homicídio e tentativas de homicídio foi preso nesta quinta-feira (17) durante um plantão que realizava em hospital de Areiópolis, na região de Botucatu, onde atendia pacientes com Covid-19.

Ele é investigado por ser o principal suspeito de matar o tio dentro de um carro com 23 facadas no dia 1º de janeiro de 2018, em um ponto conhecido como Cruz de Ferro, em Agudos. Na época, ele estava concluindo a faculdade de medicina que cursou na cidade de Ouro Preto (MG).

Em nota, a defesa do médico informou que o processo atualmente tramita em segredo de Justiça e que, por isso, não pode fornecer informações detalhadas sobre o caso. A nota diz ainda que o médico “é inocente, não tem qualquer tipo de relação com acusação, e isso será provado no decorrer do processo”.

 

Médico suspeito de matar tio com 23 facadas em 2018 é preso enquanto fazia plantão na ala Covid, Jorge Fernando de Souza Silva — Foto: Reprodução/Linkedin

 

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito e o tio foram vistos dentro do veículo no dia do crime. A identificação de que ele era o responsável pelo o homicídio foi feita meses depois com base no exame de DNA feito com uma amostra de sangue encontrada no veículo. O exame confirmou que o sangue era da vítima.

No dia seguinte ao homicídio, em 2 de janeiro de 2018, o médico ainda tentou matar duas mulheres dentro de um carro no mesmo local, segundo a polícia. Mas as vítimas perceberam que ele levava dentro do veículo luvas, álcool, cordas, além de uma faca, e conseguiram fugir.

Ainda conforme a polícia, após a tentativa de ataque contra as mulheres, em 3 de janeiro daquele ano, o então estudante de medicina esfaqueou mais um homem na Cruz de Ferro. A vítima conseguiu fugir e o suspeito ficou preso por 60 dias.

A prisão preventiva do médico foi decretada somente em janeiro de 2020, e, desde então, ele estava foragido.

O médico foi levado para a Delegacia de Agudos e será encaminhado para a cadeia de Avaí e, posteriormente, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. A reportagem ainda tenta contato com o hospital onde Jorge Fernando estava trabalhando.

 

G1