Um caso registrado inicialmente em Anhembi mobilizou equipes da Polícia Militar, Conselho Tutelar e terminou apresentado à Delegacia Seccional de Botucatu, onde foi registrado como estupro de vulnerável. A ocorrência começou na noite de domingo (9), após uma denúncia feita ao Copom, e avançou pela madrugada desta segunda-feira (10).
Segundo o boletim de ocorrência, a pessoa que acionou a polícia relatou ter ouvido uma mulher fazendo acusações de violência sexual contra uma criança e, logo depois, outra pessoa dizendo para que a polícia não fosse chamada. Diante da gravidade da informação, equipes foram enviadas ao endereço indicado, no bairro Morada do Sol.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram uma mulher na rua indicando exatamente qual era a residência. No interior da casa, havia cinco crianças, e uma delas estava chorando. Ao ser ouvida inicialmente pelos policiais, a menina fez um relato envolvendo o avô, que passou a ser investigado.
O homem não estava mais na residência. Conforme o BO, ele havia saído acompanhado dos pais da criança para outro bairro. Uma equipe realizou buscas enquanto outra permaneceu no imóvel aguardando o Conselho Tutelar. No trajeto de retorno, os policiais localizaram os três adultos. O registro aponta que eles estavam embriagados e portavam facas no momento da abordagem.
Durante o atendimento, as conselheiras tutelares levaram as crianças para avaliação médica. A menina relacionada à denúncia passou pelo pronto-socorro e, diante da necessidade de uma avaliação mais específica, foi posteriormente encaminhada ao Hospital da Unesp. As cinco crianças permaneceram acompanhadas pelas conselheiras, já que, segundo o boletim, os responsáveis estavam alcoolizados e a família já era acompanhada pelo Conselho Tutelar.
Outro ponto importante do registro é que a mãe da criança relatou aos policiais a existência de episódios anteriores de natureza sexual atribuídos ao mesmo homem, que, segundo ela, não teriam sido formalmente denunciados à época. Essas informações também deverão fazer parte da apuração policial.
Exame inicial não permitiu conclusão
O laudo médico apresentado durante o registro policial informou que, na avaliação inicial, não foram encontradas lesões traumáticas agudas evidentes. O médico constatou uma alteração inespecífica, ressaltando, porém, que aquele achado isolado não permitia determinar sua causa nem estabelecer relação com eventual violência.
Por esse motivo, a própria Polícia Civil destacou no boletim que o caso exige uma investigação mais aprofundada.
Entre as providências previstas estão exames médico-legais complementares, escuta especializada da criança por profissionais habilitados e depoimentos de testemunhas, familiares e do próprio investigado.
Não houve prisão em flagrante. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e ficou para apreciação da autoridade policial responsável e continuidade das investigações.















