Nove meses depois, o adolescente de 14 anos que ficou gravemente ferido ao cair do telhado das piscinas aquecidas da Associação Atlética Botucatuense (AAB), durante uma partida de futebol, continua em reabilitação. Há 45 dias, Luiz Henrique Cordeiro Neto, o Luizinho, recebeu alta do hospital.

O pai de Luizinho, Luiz Henrique Cordeiro Filho, destacou que o menino está em processo de aprender como deglutir, sustentar o tronco e se sentar sozinho, com a ajuda de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

“A evolução está sendo conquistada dia a dia, todo o processo faz parte do ‘acordar’. Quando estou com ele, sempre o vejo prestando muita atenção e com os olhos bem abertos e atentos”, celebra.

O adolescente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 8 de fevereiro. Ainda segundo o pai, Luizinho não consegue falar, mas demonstra reações como dor, tranquilidade ou incômodo.

“Os médicos não nos deram prazo para o Luizinho voltar a falar, porque envolve o cérebro, então eles não conseguem dar uma resposta objetiva. A partir de agora, é muito exercício e fé. Nada fácil, mas o pior já passou”, destaca.

Adolescente ficou gravemente ferido após cair de telhado de clube em Botucatu — Foto: Leia Notícias/Divulgação/Arquivo
Adolescente ficou gravemente ferido após cair de telhado de clube em Botucatu — Foto: Leia Notícias/Divulgação/Arquivo

Com a melhora no quadro clínico cada vez mais evidente, Luizinho não apresentou encurtamento dos tendões e músculos por conta dos alongamentos que faz diariamente, segundo o pai. Isso significa que, apesar de não conseguir mexer os braços e pernas por comando próprio, o garoto está estável com relação à mobilidade.

“Os braços e pernas mexem bem, mas não por comando próprio, eu percebo. O pescoço também mexe, às vezes para procurar quem está falando”, detalha.

Luizinho caiu de uma altura de cerca de sete metros depois de subir no telhado de um ginásio de esportes de um clube para pegar uma bola de futebol. A queda aconteceu depois que algumas telhas da estrutura quebraram.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado na ocasião e ambas as equipes precisaram reanimar o garoto, que teve uma parada cardiorrespiratória.

G1