Uma estudante de 17 anos procurou a Polícia Civil após denunciar ter sido agredida por duas mulheres na porta de uma escola estadual, no Centro de Botucatu. Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu na terça-feira (18), por volta das 18h40, quando a adolescente chegava à EECA para o início das aulas do período noturno.

De acordo com o relato apresentado pela adolescente no 1º Distrito Policial, ela foi abordada em frente à escola pela mãe e pela tia de um colega de sua turma. A estudante informou que já havia mantido contato anteriormente com as duas mulheres por meio de mensagens.

Ainda conforme a versão registrada no boletim, havia um desentendimento relacionado ao filho de uma das mulheres. A adolescente afirmou que a motivação da abordagem estaria ligada à suspeita de que ela mantivesse um relacionamento com o estudante.

Segundo a vítima, as duas mulheres demonstravam irritação com a situação e iniciaram uma discussão. Durante o desentendimento, uma delas teria chamado a adolescente de “vagabunda”. Na sequência, conforme o relato feito à Polícia Civil, as duas teriam se exaltado e passado às agressões físicas.

A estudante declarou ter sido atingida por tapas e socos, além de ter os cabelos puxados durante a confusão.

Após o episódio, a adolescente passou por atendimento em pronto-socorro. No dia seguinte, quarta-feira (19), às 11h30, a ocorrência foi comunicada à Polícia Civil. O boletim foi elaborado no 1º Distrito Policial de Botucatu e registrado com as naturezas de lesão corporal, prevista no artigo 129 do Código Penal, e injúria, prevista no artigo 140.

A Polícia Civil também expediu uma requisição ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito, com o objetivo de verificar a existência de lesões corporais, além de sua natureza e causa.

Apesar de a adolescente ter relatado à polícia quem seriam as duas mulheres envolvidas, o boletim foi formalmente registrado como uma ocorrência de autoria desconhecida. Não houve flagrante.

O caso foi encaminhado para apreciação da autoridade policial. A adolescente também foi orientada sobre o prazo legal de seis meses para eventual representação e apresentação de queixa-crime, conforme informado no boletim de ocorrência.

Por envolver uma adolescente e uma situação de caráter pessoal relacionada a estudantes, o Leia Notícias preserva a identidade da vítima, do colega de turma e das mulheres mencionadas no registro policial.