Um homem de 25 anos foi preso em flagrante em Botucatu após uma ocorrência registrada como lesão corporal, dano ao patrimônio público e discriminação religiosa. O caso ocorreu na madrugada de sábado, 4 de julho, em uma residência no Jardim Itamarati, e foi atendido pela Guarda Civil Municipal.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da GCM foram acionadas por volta das 3h15. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram uma mulher de 25 anos e um jovem de 21 anos em frente à residência. Eles relataram que houve uma discussão envolvendo intolerância religiosa.
Segundo o registro policial, o homem de 25 anos teria retirado à força uma guia ligada ao candomblé, religião de matriz africana, e em seguida passou a agredir a mulher com socos e chutes, causando ferimentos, principalmente no rosto. Quando a equipe chegou, a vítima apresentava sangramento.
O boletim informa que o homem preso e o jovem de 21 anos eram primos. Durante a confusão, os dois também se desentenderam e chegaram a se empurrar. A mulher aparece no registro como vítima da agressão, sem indicação de vínculo familiar, amoroso ou conjugal com o autor.
Ainda conforme o boletim, a mãe do homem informou aos agentes que ele não aceitava a religião da vítima. No Plantão Policial, segundo o registro, o próprio conduzido afirmou ser intolerante e preconceituoso em relação à religião exercida pela mulher.
As partes foram encaminhadas para atendimento médico no Pronto-Socorro Municipal e, depois, à Unesp, sendo liberadas em seguida.
Durante o transporte, o homem passou a causar confusão e chutou o tampão traseiro da viatura da Guarda Municipal, provocando dano no veículo. Diante da situação, ele recebeu voz de prisão e foi apresentado no Plantão Permanente.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de lesão corporal em razão da condição de mulher, dano ao patrimônio público e discriminação ou preconceito religioso. Pela natureza dos crimes registrados, não foi arbitrada fiança.
O homem foi encaminhado à Central de Custódia de Botucatu, onde permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia. Também foram requisitados exames ao Instituto Médico Legal para as partes envolvidas.















