A influenciadora de Botucatu Mariana Lopes, conhecida por produzir conteúdo sobre educação respeitosa, denunciou o uso não autorizado da imagem de seu filho no documentário “Pedagogia do Abandono”, produzido pela Brasil Paralelo. O caso veio à tona nesta terça-feira (22), após a criadora de conteúdo publicar um desabafo nas redes sociais relatando possíveis violações aos direitos da criança.
Segundo Mariana, o material exibido no documentário foi retirado diretamente de sua página na internet, sem qualquer autorização. A imagem utilizada, de acordo com a influenciadora, mostra o menino vestido de princesa, conteúdo originalmente publicado em seu perfil. Ela afirma que, além do uso indevido, houve manipulação do conteúdo original, com alteração do áudio e inserção de falas que não teriam sido ditas pelo filho.
A influenciadora, que mantém o perfil @agoratavalendo, ficou conhecida por abordar temas ligados à maternidade e à criação de crianças com liberdade de expressão. O filho, de 8 anos, frequentemente aparece em seus conteúdos, que defendem o acolhimento e o respeito à infância.
Em seu posicionamento, Mariana afirmou que o vídeo foi inserido em um contexto que contraria os valores defendidos por sua família. “Pegaram o vídeo da minha página, alteraram as falas originais e publicaram dentro de um documentário com discursos que não representam o que acreditamos”, declarou.
Ela também denunciou o uso da imagem do filho em peças publicitárias ligadas ao documentário. Segundo a influenciadora, mesmo com o rosto borrado, a utilização da imagem sem consentimento caracteriza violação. “Usaram a imagem dele e de outras crianças sem autorização. Isso não elimina a responsabilidade”, afirmou.
A criadora de conteúdo informou que pretende adotar medidas legais para retirada do material do ar, além de buscar responsabilização dos envolvidos.
A polêmica envolvendo o documentário também repercutiu em São Paulo. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, gravações realizadas em uma escola municipal geraram questionamentos de pais e educadores. Famílias alegam que não foram informadas sobre o conteúdo da produção no momento da autorização para filmagem.
A Prefeitura de São Paulo confirmou que autorizou as gravações e informou que a responsabilidade sobre o uso de imagem e participação de menores é dos produtores. O município destacou que o procedimento segue normas técnicas e que a liberação foi realizada por meio dos órgãos competentes.
O espaço permanece aberto para manifestações das partes citadas.















