O lixo domestico, como resto de comida, jogado em quintais baldios também são convidativos para o animal se habituar às residencias e topo de árvores existentes na região.
Gambá de orelha preta (conhecido como raposinha), ouriços (foto abaixo), lobos, tamanduás e tatus estão mais ativos nesse período de inverno, devido a queimadas e pouca alimentação no ambiente florestal e por conta disso estão se movimentando mais, chegando a residencias, quintais e estradas, principalmente na periferia, embora seja comum ocorrências no centro da cidade.
Se voce receber essas visitas  acione a GCM ou a VAS. Matar, caçar e manter aprisionado animais silvestres (selvagens) é crime. Na autodefesa esses animais são perigosos.
Nos últimos dias a Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Saúde e a Policia Ambiental de Botucatu têm divulgado com mais frequência a captura desses animais.
Na última terça-feira, 25, a Vigilância Ambiental capturou um ouriço caixeiro que estava numa escola próxima ao Aeroporto Tancredo Neves, na região sul de Botucatu.
Nesta mesma semana – no dia 23, um gambá de orelha preta (Suriê) foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros na região do Lavapés, atravessando a Rua Amando de Barros, tentando entrar em uma residencia.
Pessoas que viram o animal selvagem, mas de hábitos urbanos e acionaram o Corpo de Bombeiros de Botucatu, que foi levado para o CEMPAS-Unesp – Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens.
Segundo apurou o Botucatuonline com o professor Carlos Teixeira, do CEMPAS, nesse período de inverno é comum a movimentação de animais selvagens na área urbana.
“A falta de alimentos nas matas, muitas vezes devido a seca prolongada, queimada em áreas de plantio e colheira de cana, forçam os animais a andarem mais em busca de alimentos, correndo riscos de atropelamento em estradas e invasão de residencias”, disse.
O professor Carlos Teixeira destacou que praticamente todos os dias, a Policia Ambiental, proprietários rurais, Vigilância Ambiental em Saúde encaminham animais para atendimento no CEMPAS.
No momento a unidade de pesquisa em animais selvagens da Unesp tem aproximadamente 200 animais em tratamento por algum problema, seja atropelamento ou que foram resgatados e aguardam a volta ao ambiente natural.
Tanto o Gamba de Orelha Preta (que parece um rato) como o ouriço são comuns em nossa região. Em propriedades rurais é mais comum lobos e onças que são animais de grande porte e oferecem mais riscos a pessoas e rebanhos.

A orientação que os especialistas dão é não tentar pegar o animal sem proteção e buscar ajuda com a Vigilancia Ambiental ou Policia Ambiental.
O ouriço (foto) é um animal tímido, que evita humanos, mas pressionado e estressado ele pode causar riscos, principalmente cães de guarda que podem chegar a morte devido aos espinhos, principalmente na região da boca e cabeça.
Os gambás tem uma das mais fortes mordidas e a vitima também é obrigada a tomar vacinas antitetânicas e anti-rábica devido aos riscos em humanos.
Quem eventualmente encontrar um desses animais dentro de sua residencia, deverá chamar a VAS no fone 3813 5055 ou 199 da GCM.
No caso dos Gambás a VAS oferece armadilhas em gaiolas para a retirada do animal das residencias. Geralmente os gambas ficam no forro das moradias e na copa das árvores.