Através de uma nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 30, o Instituto de Biociências de Botucatu (IBB), do câmpus da Unesp, afirmou que está apurando um caso de racismo, que teria ocorrido no final de semana, em uma festa de alunos.

Imagens e denúncias estão com a comissão de apuração, que busca identificar os envolvidos no ato de racismo. As pessoas que nas redes sociais veicularam as imagens também estão sendo identificadas.

Na festa, calouros teriam sido obrigados a pintar o rosto com tinta preta, conhecido como “Blackface”, que trata-se de pintar a pele de pessoas brancas em cores escuras a fim de ridicularizar pessoas negras associando-as a piadas e a estereótipos negativos.

Confira a íntegra da nota do IBB da Unesp:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O câmpus de Botucatu manifesta seu completo repúdio às eventuais ações de racismo e qualquer outro tipo de violência que tenha ocorrido nas queixas apresentadas na ouvidoria da Unesp, relacionadas a atividades de trote realizadas recentemente. As imagens e denúncias já estão em posse de uma comissão de apuração, a qual também já constitui um conjunto de estratégias para identificar os envolvidos, inclusive aqueles que no momento do ocorrido estavam nas redes sociais veiculando as imagens e a própria festa.

Essa comissão de apuração, além de averiguar os fatos e dar o direito do contraditório a todos os envolvidos, deve enviar às comunidades universitárias as devidas punições se for o caso. Igualmente, essa comissão vai nos ajudar a definir os elementos legais que permitem proceder com denúncias junto às autoridades policiais no momento oportuno.

Além de proibir, a partir de uma lei, o trote dentro e fora do câmpus, o Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), enquanto câmpus de Botucatu, conta um canal de denúncia, não apenas da ouvidoria, mas vinculada a essa comissão de apuração, que segue à disposição para receber notificações daqueles que eventualmente se sentirem violentados nesta ação, em específico, ou em qualquer outra situação.