A Prefeitura de Botucatu confirmou na noite de sexta-feira (31), o último dia de 2021, os cinco primeiros casos positivos de Covid provocados pela variante ômicron do coronavírus.

Diante da nova situação, o Secretário Municipal de Saúde, André Spadaro reforça a orientação para que toda a população continue com as medidas de prevenção da doença, usando máscaras e evitando aglomerações. Ele acredita, inclusive, que não deve ser descartada a retomada do debate sobre retorno de algumas medidas restritivas, como já vem acontecendo na Europa.

Segundo André Spadaro, a confirmação desses cinco primeiro casos não possui relação com o nível de vacinação da cidade, e a chegada da ômicron já era esperada, diante de seu avanço em escala mundial e também da sua alta taxa de transmissão.

“A ômicron tem todo o potencial de se tornar a variante dominante, o que já acontece na Europa e nos EUA. Já vinha falando sobre isso e, em duas ou três semanas, certamente teremos um crescimento de casos positivos provocados por ela também no Brasil e no estado”, diz Spadaro.

De acordo com o secretário, se por um lado a vacinação parece não ter força para segurar a transmissão, por outro, uma alta taxa de imunização consegue impedir que as novas infecções pela ômicron avancem para casos graves, internações e óbitos.

Botucatu que sediou o estudo clínico para avaliar a eficácia da vacina AstraZeneca, já tem 90% dos moradores completamente imunizados e 63% com a terceira dose. Segundo dados do Vacinômetro do governo de SP, Botucatu lidera o ranking de vacinação do estado.

O boletim epidemiológico divulgado também no último dia do ano indicava que não havia na cidade qualquer paciente internado, tanto no Hospital das Clínicas (HC) quanto na rede privada.

Spadaro explicou ainda que Botucatu apareceu primeiro com casos da ômicron no centro-oeste paulista porque o estudo de efetividade, além de imunizar a população, também dotou a cidade de uma robusta estrutura de testagem, fazendo com que todas as amostras positivas de Covid passem por sequenciamento genético.

Segundo ele, como todo o processo de sequenciamento genético demora de duas a três semanas, maior até que o período de quarentena prescrito para a Covid-19, muito provavelmente esses cinco primeiros casos detectados da variante são de pacientes que até já se recuperaram.

O secretário disse ainda que nenhum desses casos da variante foram detectados entre os funcionários de uma multinacional fabricante de carrocerias de ônibus atingida por um surto de Covid no fim do mês passado.

 

 

Com informações da TV TEM