O jornalista, radialista e produtor de Rádio e TV, Rivaldo Corulli, faleceu aos 62 anos, na noite de sexta-feira, 19, e foi sepultado neste sábado, no Cemitério Portal das Cruzes, em Botucatu. Ele nasceu em Pardinho e era Cidadão Emérito de Botucatu. Rivaldo estava internado há alguns dias. Uma de suas marcas registradas era se dirigir aos amigos e amigas com “I love you! Te amo!”, na chegada e despedida do encontro. O prefeito Mário Pardini lamentou o falecimento em seu perfil na rede social.
Rivaldo Corulli, também conhecido como “Maninho” era talentoso cantando e compondo musicas. Ele se apresentava em um programa de auditório na F8 (Radio Emissora), “Reino da Gurizada” e era amado pelas meninas da época. Contava que não podia andar sozinho naqueles tempos, pois os meninos brigavam com ele na rua, por conta do ‘estrelato’ com as meninas-fãs.
Entre as canções que fez, Rivaldo sempre citava uma que chamou a atenção, nos anos 1970, do cantor Ronnie Von e falava sobre a guerra do Vietnã. O cantor queria comprar a letra e Rivaldo foi assessorado na negociação, em uma das primeiras ações que Plinio Paganini, (diretor-sócio-proprietário da então “Radio F8”), fazia após se formar em Direito.
Rivaldo Corulli trabalhou em rádios da Capital e canais de televisão como a Globo, onde atuou na produção do Som Brasil, um dos primeiros programas de música sertaneja e regional do Brasil e também na primeira fase da produção conjunta da Rede Globo-Fiesp/TV Cultura, do Telecurso, no inicio dos anos 1980.
Atuou como cinegrafista de produtoras nacionais. Seu ultimo trabalho no cinema foi em Botucatu com o cineasta Reinaldo Volpato, no “Estranhas Cotoveladas”, rodado ainda em Pardinho e São José do Rio Preto. Segundo Volpato, Rivaldo era “Produtor de tudo”.
Passou pela Band e Rede Cultura, onde ficou mais de dez anos, produzindo e depois dirigindo o Viola Minha Viola, com Inezita Barroso, Ele também foi produtor de um programa da Cultura e Secretaria do Interior, onde eram feitos documentários sobre municípios e divulgados na TV pública.
Nos últimos anos ele estava vivendo em Botucatu, no comando do Bar Caipira, fundado pelos irmãos e pai Renato Corulli, na Vila dos Médicos. O Bar reunia clientes que se tornaram amigos e ‘personalidades’ da cidade em um ambiente simples, com jeitão ‘conceitual de butecão’.”

 

Rivaldo Corulli em uma rara imagem. na comemoração dos 27 anos do Viola Minha Viola