Gesiel Júnior
Especial para o Botucatu on line
Entre os dias 19 e 22 de maio, a Paróquia de São Benedito, de Botucatu, celebrará a 20ª Festa de Santa Rita de Cássia. Entretanto, este ano, em razão de os templos estarem fechados por determinação sanitária, só haverá a parte religiosa com transmissão das celebrações eucarísticas e de bênçãos, pelo facebook, a partir das 19h30min.
“Com Santa Rita vivamos a resignação e a paciência neste tempo de pandemia”. Este é o tema dos festejos, escolhido pelo pároco de São Benedito, padre Ademar Domingos Roma. Um tríduo consta da programação, que terá início na terça-feira, 19, com missa a ser celebrada pelo padre Márcio Godoy Júnior, pároco da Igreja de São João Batista, de Itatinga. Nesse dia haverá a bênção da água.
Na quarta-feira, 20, a missa das 19h30min, também a ser transmitida pelo facebook, terá como celebrante o administrador paroquial da Igreja de Nossa Senhora Menina, padre Gustavo Viaro Correa, que dará a benção dos alimentos. Já na quinta-feira, 21, no mesmo horário, haverá a benção dos pães durante a missa a ser celebrada pelo padre João José Bezerra.
No dia 22, data litúrgica de Santa Rita, a festa será encerrada com duas missas que poderão ser acessadas e vistas pela internet: ao meio-dia e às 19h30min, ambas presididas pelo pároco, que dará a bênção das rosas.

 “Das causas impossíveis”

“Algumas devoções surgem por diferentes circunstâncias. Nossa comunidade tem muitos devotos de Santa Rita de Cássia, invocada como a santa das causas impossíveis. Porém, não temos a data exata de quando o culto aqui teve início. Ouvimos que quem o trouxe de Conchas para cá, de onde era originária, foi dona Natália Fortes. Ela era a esposa do gráfico José Carlos Fortes, o qual serviu como diácono permanente e depois, quando enviuvou, recebeu a ordenação presbiteral. A devoção, pois, pode ter começado nos anos 1970, durante o paroquiato do monsenhor Eanes de Melo Cotias”, revela o padre Ademar.
Depois os padres Edson Geraldo Bovo e Marcelo Henrique do Prado, que conduziram a paróquia nos anos seguintes mantiveram a devoção. Quando assumiu, no ano passado, padre Ademar quis incrementar o culto a Santa Rita com a celebração de um tríduo preparatório com missas e bênçãos, para os quais utiliza um subsídio litúrgico próprio.

Esposa, mãe, viúva, monja e santa

Nascida no ano de 1381 em Roccaporena, cidade da província de Umbria, na Itália, Margherita Lotti, que mais tarde seria chamada apenas de Rita, mostrou-se piedosa desde criança. Casou-se por decisão dos pais e teve uma vida conjugal difícil, devido ao caráter violento do marido. Com seu empenho e orações, conseguiu convertê-lo. Viveram anos como camponeses. Após a morte do marido, vítima de homicídio, seus dois filhos pensavam em vingar a morte do pai, mas ela os enviou a um convento distante, onde contraíram lepra e não sobreviveram.  
Viúva e sem os filhos, manifestou o desejo de ser monja. Como não conseguia ser admitida pediu com fervor essa graça divina e a obteve por intercessão dos santos Agostinho, João Batista e Nicolau, os quais lhe apareceram e a conduziram para dentro dos portões do convento das freiras agostinianas.
A mulher se entregou completamente a uma vida de orações e penitências. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante 14 anos, mantido até o fim da vida em silencioso sofrimento dedicado à salvação da humanidade.
Rita faleceu com 75 anos de idade, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Foi canonizada pelo papa Leão XIII em 1900. Desde então o seu culto espalhou-se pelo mundo, chegando ao Brasil, onde é grande o número de devotos.