O final de semana foi bacana.
A casa ganhou um trato.
Cozinhei, treinei, encontrei amigos.
Mas não li, aiaiai.

Teve denúncia contra nossa secretária de cultura e outras pessoas.
Fiquei triste.
Tudo ainda deve ser apurado pelo ministério público.
Vamos acompanhar.

A esperança da vacinação continua.
O governador de São Paulo afirma que começará dia 25 de janeiro, seja qual for a posição do desgoverno federal.

Hoje, depois de uma noite de sono picado, levantei cedo pra terminar de me organizar e ir pra São Paulo.
Despedida do meu filho Lucas e do meu genro Henrique.
É a parte emocionalmente difícil.
Vai passar.

Aproveitei a viagem pra ler.

” De todas as necessidades ( e nenhuma é imaginária) que uma criança solitária tem, a que tem que ser satisfeita, se vai haver esperança e uma esperança de totalidade, é a necessidade inabalada de um Deus inabalável. Meu lindo irmão Negro (Bailey) era meu reino dos céus.

Pessoas eram quem morava do meu lado da cidade. Eu não gostava de todas, na verdade nem gostava muito de nenhuma delas, mas elas eram pessoas. Esses outros, as criaturas estranhas e pálidas que viviam sua não vida alienígena, não eram considerados gente, eram os brancos.”
Maya Angelou me emocionando.

A meio caminho percebi que esqueci de trazer as geléias de frutas que guardei pra eles levarem, ahhhhhhh…
Se tudo der certo, em maio elas viajarão comigo.

Dormi até chegar.
Sonhos perturbadores com Dondória e o insano genocida.
Vacinas, revoltas, u ó.

A politização da vacina, a incompetência e autoritarismo do Sinistro da Saúde, tudo junto faz a tristeza, com os rumos da pandemia no Brasil, aumentar.
Sem falar na campanha anti-vacinal, meo Deeeeuuuusss!

Passando em frente a editora Abril lembrei dos meus sonhos de menina, metida a adulta, que veio morar em São Paulo aos 17 anos pra fazer faculdade de jornalismo.

Ditadura militar, coronel Erasmo Dias, abordagens sistemáticas, desinformação oficial, liberdade de expressão reduzida, John Travolta e Bee Gees, John Lennon e Yoko, salto alto e maquiagem trocados por alpargatas e batas indianas.

A Andrea que saiu de casa nunca mais voltou.
Tem um pouco dela aqui dentro, sim.
A vida e a vida vão moldando, descascando, tatuando e fazendo trepidar.
E isso é muito bom.
Principalmente porque os sonhos de antes, repaginados, continuam a  me mover.
Com observação, curiosidade, crítica, atenção, leitura, aprendizado.

Terminamos a viagem de boas.

Capivaras no Tietê.
Sirenes e trânsito enlouquecido.
Passei ao lado do Sport Club Corinthians Paulista, huhuuuu!

No apartamento tudo bem, tudo bom.
Almoço fresquinho, prosinha boa.

Mais tarde tem Decathlon pra renovar o equipo de natação.

A noite tem churrasco na madrinha dos meninos, Taís Budai.
Ela também está se despedindo da família e retornando pra Irlanda.

Muitas pessoas da geração deles não cabe mais nesse Brasil.

Deitada na cama, ouvindo os ruídos da cidade, volto a pensar nos rumos, tãotão diferentes dos meus planos, que a minha vida tomou.

Planos que foram mudando ao sabor das paixões, das decepções, das emoções enfim.

Ahhhhhhh, vida linda!
Gratidão!

Para reflexão.
“Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício.
Acho medonho alguém viver sem paixões.”
Graciliano Ramos.

Resistir tranquilamente.

Seguimos.