Não consegui desgrudar os olhos dos jornais ontem a tarde.
Vacina sendo aplicada em vários pontos do país, inclusive aqui em Botucatu.
Jascilene Rosa de Lima, a primeira técnica do HC a ser vacinada.
Chorei.
Muita alegria e esperança.
Repito: nenhum negacionista vai mudar isso.

Dormi cedo, acordei cedo, voltei a dormir.
Chuva chuva chuva.

Mamão.

No jornal da Clube o anúncio do “toque de recolher” em Botucatu, de hoje a 7 de fevereiro, das 22 as 7h.

Na fase laranja, bares e restaurante só podem aceitar pedidos até as 20h, consumo até 22. Mas o delivery e drive thru estão liberados.

Leitos de covid lotados no HC e quase igual no hospital particular.

A população precisa entender e colaborar.

Mudando o rumo da prosa.

Homenagens.


Nara Leão
A musa da bossa nova, onde os homens eram predominantes, nasceu em 1942 e morreu em 1989.

Foi parceira dos grandes da MPB, cantora, produtora, escritora e atriz.

Aluna de violão na escola de Carlos Lyra e Roberto Menescal, ainda adolescente era tão boa violonista que tornou-se professora.
Cantou e encantou desde 1963.
O espetáculo Opinião, em plena ditadura militar, em 1964, a consagrou.


Da bossa nova para a música de protesto, cantou A Banda, de Chico Buarque, no festival da Record de 1966, e conquistou o festival e o Brasil.

Foi aí que a Nara entrou na minha vida, nesse momento.
A Banda não saia da minha boca.
Miriam Segre também pediu.
Música boa de cantar.
Nara de franja e cabelo liso chanel.
Me apaixonei.
Ela e Wanderléia muito diferentes nos estilos pessoais e musicais, minhas musas.

História do disco azul.
Esse disco, “Os meus amigos são um barato”, era minha paixão no ano de 1977.
Nele a Nara cantava João e Maria, do Chico Buarque, e eu tinha um crush  que era gentil como um herói e ahhhhhhh, que delícia de lembranças!
Tinha 16 anos e era só uma menina….

Hoje ela completaria 79 anos.
Salve Nara Leão!


Elis Regina, aquela gaúcha pimentinha que ganhou o Brasil com seu talento e sua voz.

No Paratodos, hoje Teatro Municipal, na adolescência, assisti vários shows promovidos pelo Caps. E já contei várias dessas emoções musicais aqui.

Era o Circuito Universitário, em plena ditadura militar.
Elis Regina também assisti e foi tãotão impactante que é inesquecível.

Infelizmente não consegui um registro da época.

Já na segunda metade dos 70’s, o disco do show Falso Brilhante era tocado em todas as festas.
A música Carinhoso, ahhhh, era serenata constante de João Bosco e Cláudio Fazzio na janela da casa da Veiga Russo.
Silvinha bem lembrou, e pediu, essa música, que dona Terezinha que cantava lindamente.

Na Oficina de Dança, escola do Gardin na Curuzu, Elis também reinou musicando as aulas.

Era o verão de 1981, eu já mãe do Diego, vivendo e aprendendo a jogar.

História de Belém.
Em janeiro de 1982, parti pra uma longa aventura.
De ônibus pra Campinas, de trem até Brasília, de ônibus pra Belém.
Desembarquei na rodoviária e vi no Jornal Hoje a notícia da morte da Elis.
Essa cena completa 39 anos na minha memória hoje.

E tem muitas e muitas músicas e memórias, do uísque com guaraná, a tatuagem, a velha roupa colorida… emoções sem fim e pra sempre.

Salve Elis Regina!


Depois de tudo, famélica.
Café da manhã e partiu Ferrô. aproveitando que estiou.
Céu totalmente cinzento.
É verão.

Na primeira tentativa, no portão a chuva despencou.
Mas insisti.
Semana passada nadei só na sexta-feira.
O corpo gritando por endorfina.


Treino de pernas, de braços, revezamento, crawl, fiquei exausta.
1,5km em 54 minutos.
Exagerei nas mudanças.
Mas valeu.
Banho delícia no clube.
Muita fome, cansaço, abafo.

Saudades dos meus filhos, do Henrique, das netas, de viajar, ahhhh…

Em casa.
As maritacas num griteiro, aproveitando a réstia de sol.
Suco de acerola com laranja.

Agenda de 1998.

Em 11 de setembro lancei o
“Fim de século
Caderno de Atitudes e Inquietudes”
que só teve duas edições.


Esse show foi lindo.
Pessoas especiais com a música maravilhosa dos Beatles, no Por do Sol, local icônico do século passado em Botucatu.

Achei que ia me libertar dessa agenda hoje, mas encontrei um textão.
Então acho que será amanhã.

De volta ao presente, arroz com lentilha.

Foram muitas lembranças e emoções ao escrever e ao nadar.
Tá bom por hoje.

Para reflexão.


Resisto inclusive a mim.

Seguimos.