Onze e meia da noite, chovendo em Botucatu.
Acordei inundada. A janela do quarto aberta.
Me senti no livro do Jorge Mautner, que a Bel Fornazari,ou foi o Walcir?, me emprestou, autografado, e que nunca devolvi, nem sei se tenho ou perdi, autografado, o livro do Jorge Mautner que não lembro o nome, só sei que chovia o texto inteiro.
Acho que comentei na “Constelação” ou com alguém, Laura Modena?, que a leitura me deixou inundada.

“Eu sinto aquela coisa no meu peito
Eu sinto uma grande confusão…”
Dancei com o celular na mão.
“Por isso é bom não se acostumar, muito perto dos meus olhos, senão eu te dou uma mordida, que deixa na sua carne aquela ferida…”

Ahhhhhh, quantas delícias tem o viver!
“… e a saliva que já secou…”
Sabendo que sou um vampiro que, parece, nunca vai ter paz no coração.
Kobra homenageia as vítimas do Covid 19 e pede fé para enfrentar a pandemia.

Acordei tranquila.
O barulhinho da chuva, eita delícia.
Frio.
Fome.
Café da manhã bem quentinho.

No jornal da clube o assunto era o novo decreto municipal.
Depois de uma ação contra, o comércio voltou de portas fechadas e apenas para drive thru e delivery.
Antes, claro, a reunião interministerial, seus palavrões e descaramentos, desmatamentos e ameaças. O baixo nível do eleito e muitos dos seus escolhidos.
E teve o tal Heleno, que esqueceu a existência da Constituição, basicamente.


Hoje é aniversário do querido Mário Sérgio, o KK!
Amigo lindo, cantante, de gargalhada inesquecível, com uma família lindaaaa a o rodear.
Pra você meus desejos do bom, do bem e do zen.
É sempre um prazer estar na sua ótima companhia.
Beijão procê!


Por aqui, plantinhas e árvores em festa.

Os bons dias com gargalhadas e boas palavras.
Banho bem quentinho e roupas idem.
Confortantes.

Leitura no sofá pois a varanda está interditada pela chuvica incessante.

“Para nos comprometermos com a literatura, primeiro precisamos nos comprometer com a vida.”, Hemingway (?).

Estou participando de um desafio no Facebook. 10 dias postando os discos que me trouxeram até aqui musicalmente.
Esse ” Viagem ao centro da terra” é uma viagem deliciosa de volta a minha adolescência.
Comprei esse LP naquele verão em Uberaba, com Sandra e Gardin.
E o disco girou mil vezes no quartinho de som na casa da Veiga Russo. Era muuuuiiiitoooo booooommm!

Diferentemente do que rola por aí, não foi escrito há 126 anos atrás por Kathellen Omeara.
Foi escrito por Catherine M. O’Meara, Kitty O’Meara, e publicado em Michigan em 16/03 desse ano.
Um poema que retrata a vibe e a esperança de geral.

Depois de matar a larica, lasanha com molho de carne reaproveitada, casa fechada, venta forte lá fora, aquele bodinho sob a manta.
Ahhhhhh, sábado lindo de preguiçoso!

Silvinha deu a receita, que recebeu da Surya, e eu não resisti e fiz a gordice total…. Brigadeirão de microondas, kkk…

Fiquei assistindo séries por horas.
Nada de noticiários hoje, já me bastam o zap, Instagram e Facebook.

Ficar falando sobre não diminuí minha indignação nem o ranço.

“Eis o melhor e o pior de mim
No meu termômetro o meu quilate…”, o meu universo particular.

Para reflexão.

” Na maturidade se conhece a ironia, sim. Mas já não se é jovem e a única possibilidade que resta de sê-lo um pouco consiste em resistir, não renunciar demais com a passagem do tempo. Resta somente resistir, não ser como aqueles que, à medida que a intensidade de sua imaginação juvenil vai decaindo, se acomodam à realidade e se angustiam pelo resto da vida. Resta somente tratar de ser dos mais obstinados, manter a fé na imaginação mais tempo que os outros. Amadurecer com obstinação e resistência…E depois envelhecer, envelhecer muito e mandar ao diabo a ironia, mas aferrando-se pateticamente a ela para não ficar sem nada e ser o alvo aterrorizante da ironia dos outros.”
Enrique Villa-Matas em Paris não tem fim.

Obstinados e irônicos, resistiremos sempre!

Seguimos.