Sexta-feira, 30 de outubro.

Chuva e chuva.
Acordei com as preocupações decorrentes das mudanças aqui em casa.
Os dois quartos distribuídos na sala e na varanda.
Tudo bem. Nada molhado.

Fome, queijo quente e café.
Rotinas confusas. Casa confusa.
Quintal em festa, passarinhos tagarelando.

A visita da Rivania e seo Francisco deram um alento.
Vai ficar lindo!

Aniversário da Andréia Luz, bunitaaaaa!
Médica, esportista, mãezona e sempre apaixonada, querida do meu coração, tudotudotudo de divino e maravilhoso pra você, sempre!
Beijão!
Os queridos Celi e Jonas estão completando 27 anos de casados.
E tudo começou aqui, um romance, um amor, o casamento.
Duas filhas lindas, os dois sempre sorridentes, parabéns!
E a trilha sonora deles é, ahhhh… que lindeza…

A chuva vai enlouquecendo o trânsito e as pessoas.
Na Caixa econômica federal do Bairro, tenda lotada e o sistema fora do ar.
Dia de pagamento da prefeitura, do auxílio emergencial e de aposentadorias.
No supermercado, caixa eletrônico funcionando e com fila.
Menos mal.

Amanhã, dia 31, é comemorado o dia das bruxas.
Até onde sei, é uma tradição norte-americana, Halloween, que se espalhou pelo mundo e, inclusive no Brasil.

E a terra de sacis, curupiras e mulas sem cabeça, se rendeu.

Um texto pra esclarecer e fortalecer a bruxa que habita em nós.
Sem inquisição, claro.
” Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres.
Mulheres que eram vistas como:
Muito bonitas,
Muito cultas e inteligentes,
Porque tinham água no poço, uma bela plantação (sim, sério),
Que tinham uma marca de nascença,
Mulheres que eram muito habilidosas com fitoterapia,
Muito altas,
Muito quietas,
Muito ruivas,
Mulheres que tinham uma forte conexão com a natureza,
Mulheres que dançavam,
Mulheres que cantavam,
ou qualquer outra coisa, realmente.
Qualquer mulher estava em risco de ser queimada nos anos 1600.
Mulheres eram jogadas na água e se podiam flutuar, eram culpadas e executadas. Se elas afundassem e se afogassem, eram inocentes.
Mulheres foram jogadas de penhascos.
As mulheres eram colocadas em buracos profundos no chão.
Por que escrevo isso?
Porque conhecer nossa história é importante quando estamos construindo um novo mundo.
Quando estamos fazendo o trabalho de cura de nossas linhagens e como mulheres.
Para dar voz às mulheres que foram massacradas, para dar-lhes reparação e uma chance de paz.
Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres.”
🖤🌹🖤
– Fia Forsström
(Gravura de R. Brend’Amour
“La Illustracion Iberica”, 1885)

O holerite desse mês foi um presente de halloween, uma travessura daquelas.
Surpresa do mal, do Dondória e seus comparsas da Alesp, incluindo o deputado local.
O aumento da previdência, de ativos e inativos, abusivo! Indecente! Infame!

A movimentação foi rápida e os bons contatos me fizeram espalhar o telefone do escritório que está organizando uma ação coletiva.
A grita geral deve ter chegado nos ouvidos da reitoria da Unesp, pois foi publicada a confirmação do pagamento do décimo terceiro dos servidores.

Tempos estranhos esses.
Quando ficamos aliviados com uma notícia que é um direito e com o qual não deveríamos nos preocupar.
Mas, infelizmente, não é mais assim.

Os servidores tornaram-se os vilões da economia, enquanto eleitos, e seus milhares de cargos de confiança, recebem salários milionários e muitos nem sequer pagam previdência.

Vamos a luta.

Depois de uma manhã nem tão tranquila, voltar pra casa, mesmo nas condições que está, é uma alegria.
É mesmo difícil conviver com as diferenças de opinião, de atitudes e de visões.
Mas faz parte.
E eu opto pelo silêncio, não me permito mais embates.
Mesmo porque não levam a nada, não mudam nada e são desgastantes.

Mais um amigo contaminado por covid.
Força aí, bebê! Te amo!

Amanhã temos um encontro gostoso de amigos.
Gostoso em todos os sentidos, prosa e comidas boas, tim tins e, com certeza, muitas gargalhadas.
Fortalecedor.

“A amizade é um amor que nunca morre.”
Mário Quintana

Para reflexão.
“Um homem sem sonhos, não vai a lugar nenhum”.
Ariano Suassuna

Resisto até embaixo de chuva.

Seguimos.